28 de setembro de 2026
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Copom decide nesta terça-feira (16) rumo da Selic em meio a incertezas externas e inflação acima da meta

 Copom decide nesta terça-feira (16) rumo da Selic em meio a incertezas externas e inflação acima da meta

Foto: Reprodução

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça-feira (16) e na quarta-feira (17) para definir o futuro da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano. A decisão ocorre em um cenário de avaliação dos principais indicadores econômicos nacionais e internacionais, enquanto o mercado debate se há espaço para novos cortes ou manutenção do nível atual por um período mais prolongado.

Na reunião anterior, realizada em abril, o colegiado reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, marcando o segundo corte consecutivo, porém em ritmo mais moderado. À época, o Copom justificou a decisão citando incertezas no cenário global, com destaque para conflitos geopolíticos no Oriente Médio, além de expectativas de inflação ainda elevadas por mais tempo.

A Selic é o principal instrumento de política monetária do país e influencia diretamente o custo do crédito, afetando empréstimos, financiamentos, investimentos e o consumo de famílias e empresas.

Na ata mais recente, o Banco Central não indicou sinais claros sobre os próximos passos da política de juros, reforçando que segue acompanhando o impacto das tensões internacionais e possíveis efeitos prolongados sobre os preços. O documento também destacou preocupações com a política econômica dos Estados Unidos como fator adicional de incerteza.

O Copom afirmou que continuará adotando uma postura de cautela e atenção, ajustando a taxa de juros conforme novas informações que permitam avaliar com maior precisão a profundidade e a duração dos choques externos e seus reflexos na inflação.

No mercado financeiro, as projeções para a Selic passaram por revisão recente. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15), a expectativa é de que a taxa encerre 2026 em 13,5% ao ano, abaixo da estimativa anterior de 13,75%.

As projeções para a inflação também voltaram a subir. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperado para este ano passou de 5,11% para 5,3%, marcando a 14ª alta semanal consecutiva. O cenário mantém a inflação acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%, considerando o intervalo de tolerância em torno do objetivo central de 3%.

Além do cenário econômico, o Congresso também deve ter uma semana de decisões relevantes. Na Câmara dos Deputados, há expectativa de votação do Projeto de Lei 1838/26, que propõe mudanças nas regras da jornada de trabalho e discute o fim da chamada escala 6×1.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou reunião de líderes para esta terça-feira (16) a fim de debater o relatório do projeto. O relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar esclarecimentos sobre o texto.

Enviado pelo governo em regime de urgência, o projeto estabelece limite de 40 horas semanais na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com jornada diária de até oito horas e garantia de dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Como a proposta tramita em regime de urgência, ela impede a análise de outras matérias no plenário da Câmara, exceto propostas de emenda à Constituição, projetos de decreto legislativo e requerimentos de urgência. O texto está entre as prioridades para destravar a pauta da Casa.

A versão do relatório em discussão mantém pontos já aprovados em uma PEC recente sobre redução da jornada de trabalho, que estabeleceu a transição para uma semana de 40 horas e o modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5×2). A matéria ainda segue em análise no Senado Federal.

Por Paraíba Master

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