Daniel Vorcaro é transferido para cela no Complexo da Papuda em Brasília após decisão judicial
Foto: Reprodução
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido na noite de quinta-feira (25) para uma cela localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A escolta que realizou a transferência deixou a Superintendência da Polícia Federal por volta das 18h13 e chegou ao novo local aproximadamente às 18h43. Vorcaro estava custodiado na sede da PF desde março.
Segundo as investigações, a permanência na Superintendência vinha sendo mantida por permitir maior facilidade de contato com a defesa, enquanto eram discutidas tratativas de um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. No entanto, as propostas apresentadas pela defesa não avançaram, sendo consideradas insuficientes diante dos elementos já reunidos na investigação.
A transferência foi solicitada pela Polícia Federal sob o argumento de que o espaço anterior é destinado a presos em trânsito, o que não se aplicaria ao caso de Vorcaro, que está em prisão preventiva. O pedido foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Na decisão, o magistrado também determinou medidas para garantir que presos ligados à Operação Compliance Zero permaneçam incomunicáveis entre si dentro da unidade, onde também está detido o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, igualmente investigado no mesmo caso.
O STF ainda ordenou que a direção da unidade informe imediatamente qualquer ocorrência envolvendo ameaças, intimidações ou tentativas de interferência entre os detentos, com detalhamento dos fatos e das providências adotadas para garantir a integridade física e moral dos presos.
Vorcaro é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal o aponta como suposto líder de um esquema que envolve crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de sistemas. Segundo as investigações, o grupo teria inflado artificialmente o valor do Banco Master por meio de registros contábeis irregulares.
A apuração indica ainda que carteiras de crédito fictícias, estimadas em cerca de R$ 12 bilhões, teriam sido utilizadas para aumentar artificialmente o patrimônio da instituição financeira.
Por Paraíba Master