Defensoras Populares inicia segundo módulo de formação de lideranças femininas em João Pessoa
Projeto Defensoras Populares inicia segundo módulo de formação de lideranças femininas em João Pessoa
O projeto Defensoras Populares, iniciativa do programa “Antes que Aconteça”, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Fiocruz, deu início nesta quinta-feira (7), em João Pessoa, ao segundo módulo do curso de formação de lideranças femininas. A ação integra uma estratégia de fortalecimento da atuação de mulheres na promoção de direitos e no enfrentamento à violência de gênero.
A senadora Daniella Ribeiro, coordenadora nacional do programa “Antes que Aconteça”, destacou a relevância da iniciativa e afirmou que a formação representa uma ponte para a transformação social das participantes e de outras mulheres impactadas direta ou indiretamente pelo projeto.
Formação reúne mais de 50 participantes
O encontro presencial aconteceu na Cidade da Polícia Civil e reuniu mais de 50 mulheres. Durante a atividade, foram abordados temas como direitos humanos, participação cidadã e estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher.
O curso, que tem carga horária total de 155 horas e é desenvolvido em formato híbrido, também prevê momentos de troca de experiências, fortalecimento coletivo e empoderamento das participantes. As alunas recebem uma bolsa mensal de R$ 700 durante os oito meses de formação.
Experiências e atuação prática no enfrentamento à violência
Entre as facilitadoras do módulo está a delegada Sileide Azevedo, coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Coordeam) da Polícia Civil da Paraíba. Durante sua participação, ela compartilhou experiências profissionais no enfrentamento à violência doméstica e destacou a importância da união entre mulheres na prevenção e combate a esse tipo de crime.
“Eu sou uma mulher que tem a oportunidade de, por meio do seu trabalho, ajudar outras. Eu amo ser policial e poder colaborar com essa pauta tão preciosa para mim”, afirmou.
A delegada também detalhou aspectos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), ressaltando que a prioridade da legislação é garantir a proteção da vítima antes de qualquer outra medida.
Vivências das participantes
Uma das alunas, Sheila Tatiana, integrante da etnia cigana Calon, relatou que decidiu participar da formação para aprofundar o conhecimento sobre leis de proteção às mulheres e levar essas informações à sua comunidade.
Ela destacou desafios enfrentados por mulheres ciganas, incluindo casamentos precoces e casos de violência. “Estou aqui para conhecer as leis que protegem as mulheres e repassar esses conhecimentos que salvam vidas”, afirmou.
Expansão do projeto na Paraíba
Atualmente, o projeto conta com 120 mulheres em formação, distribuídas em três polos na Paraíba: João Pessoa, Campina Grande e Sousa.
O segundo módulo presencial também será realizado em Campina Grande nesta sexta-feira (8), no Instituto de Polícia Científica (IPC). Já em Sousa, a atividade está prevista para o dia 14, no Instituto Federal da Paraíba (IFPB).
O projeto segue com a proposta de fortalecer a atuação de mulheres como multiplicadoras de conhecimento, ampliando redes de apoio e contribuindo para o enfrentamento da violência de gênero em diferentes territórios do estado.
Por Paraíba Master