1 de outubro de 2026
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Defesa de Flávio Bolsonaro diz ao TSE que vídeo de IA com Jair Bolsonaro não configura pedido de voto

 Defesa de Flávio Bolsonaro diz ao TSE que vídeo de IA com Jair Bolsonaro não configura pedido de voto
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A defesa do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do partido não configura pedido explícito de voto e respeitou as regras da legislação eleitoral. A manifestação foi apresentada ao ministro do TSE, Kássio Nunes Marques, após uma ação movida por partidos da Federação Brasil da Esperança questionar a legalidade da exibição do conteúdo.

Segundo os advogados, o vídeo deixou claro, desde o início, que se tratava de uma produção gerada por inteligência artificial. A defesa sustenta que não houve tentativa de induzir o público ao erro nem de fazer parecer que Jair Bolsonaro participava do evento de forma real ou ao vivo. Além disso, argumenta que a mensagem exibida não continha pedido explícito de voto, requisito previsto na legislação para caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

Outro ponto destacado é que a convenção do PL foi um evento fechado, com acesso restrito a filiados, delegados e convidados previamente cadastrados, e não direcionado ao eleitorado em geral. Para a defesa, isso reforça que a exibição do vídeo ocorreu em ambiente partidário e dentro dos limites permitidos pela legislação.

Na petição apresentada ao TSE, os advogados afirmam que o avatar digital representa uma evolução tecnológica de recursos tradicionalmente utilizados em campanhas, como cartazes, máscaras, bonecos e imagens de apoio. Assim, defendem que a utilização da IA não difere, em essência, de outras formas de representação visual já empregadas em eventos políticos.

O caso ganhou repercussão após partidos de esquerda acionarem a Justiça Eleitoral, alegando que o vídeo poderia violar as regras sobre o uso de conteúdo sintético em campanhas e, eventualmente, contornar as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio também reacendeu o debate sobre os limites da utilização da inteligência artificial nas eleições de 2026.

As regras aprovadas pelo TSE permitem o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais, desde que o conteúdo seja identificado de forma clara e não seja utilizado para enganar o eleitor, disseminar desinformação ou comprometer a integridade do processo eleitoral. Caberá agora à Justiça Eleitoral analisar se o vídeo exibido na convenção do PL observou essas exigências legais.

Por Paraíba Master

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