Eliminações de gigantes e surpresas movimentam a Copa antes das quartas de final
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Antes do início das quartas de final, a Copa do Mundo de 2026 terá um dia sem partidas nesta quarta-feira (8). Após o encerramento das oitavas de final, as oito seleções classificadas voltam a campo apenas a partir de quinta-feira (9), quando a disputa entra em sua reta decisiva. Até aqui, o torneio já foi marcado por zebras, eliminações de seleções tradicionais, atuações individuais de destaque e episódios que repercutiram dentro e fora dos gramados.
Gigantes ficam pelo caminho
Três potências do futebol mundial já deram adeus à competição: Brasil, Alemanha e Holanda.
A seleção alemã voltou a decepcionar em um Mundial. Campeã em 2014, a equipe não consegue chegar às oitavas de final desde então. Eliminada ainda na fase de grupos em 2018 e 2022, desta vez a Alemanha caiu logo na fase de 16 avos de final ao ser derrotada pelo Paraguai.
A Holanda também deixou o torneio precocemente. Após um empate emocionante com Marrocos, a decisão foi para os pênaltis, e o goleiro Bono voltou a ser decisivo ao garantir a classificação marroquina. O arqueiro repetiu o protagonismo que já havia demonstrado na Copa do Catar, quando eliminou a Espanha nas cobranças de penalidades.
Já o Brasil encerrou sua participação nas oitavas de final. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe apresentou dificuldades para impor um padrão coletivo e dependeu, em diversos momentos, das jogadas individuais de Vinícius Júnior. O desempenho, no entanto, não foi suficiente para superar a organizada seleção da Noruega.
Mesmo sabendo que Erling Haaland era a principal referência ofensiva dos noruegueses, a defesa brasileira não conseguiu neutralizar o atacante, que marcou os dois gols da vitória e garantiu a classificação da equipe europeia.
Cabo Verde conquista respeito
Mesmo eliminada, Cabo Verde encerrou sua participação como uma das grandes surpresas da competição.
Na fase de 16 avos de final, a seleção africana vendeu caro a derrota para a Argentina, levando a partida para a prorrogação e obrigando os atuais campeões mundiais a enfrentarem muitas dificuldades antes de assegurar a vaga.
O momento mais marcante veio com Sidny Cabral, autor do gol considerado pela Fifa o mais bonito da fase. O meia acertou um chute de longa distância no ângulo do goleiro Emiliano Martínez, em um lance que entrou para a história do torneio.
Durante a fase de grupos, Cabo Verde também chamou atenção ao empatar com Espanha e Uruguai. Outro destaque foi o goleiro Vozinha, de 40 anos, que chegou ao Mundial sem clube e ganhou projeção internacional após suas atuações.
Caso envolvendo Trump repercute na competição
Um dos episódios mais comentados fora das quatro linhas envolveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia, válida pela fase de 16 avos de final, o atacante Balogun foi expulso após uma entrada dura. Posteriormente, Trump confirmou ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando uma revisão da punição.
Segundo Infantino, a decisão de anular o cartão vermelho foi tomada pelo Comitê Disciplinar da entidade, que atua de forma independente, sem interferência direta da presidência da Fifa.
Na partida seguinte, porém, os Estados Unidos foram eliminados ao sofrer uma derrota por 4 a 1 para a Bélgica. Na comemoração do último gol, jogadores belgas fizeram uma dança em referência a Trump.
França confirma favoritismo
Entre as seleções ainda vivas na competição, a França aparece como uma das que apresentou o futebol mais consistente até o momento.
Vice-campeã da última Copa, a equipe francesa construiu sua campanha com vitórias seguras sobre Senegal, Iraque, Noruega e Suécia. Na fase de 16 avos de final, encontrou maior resistência diante do Paraguai, mas venceu por 1 a 0 em uma partida marcada pelo forte contato físico.
O elenco francês segue sendo apontado como um dos mais completos do Mundial. Na defesa, Upamecano tem demonstrado segurança, enquanto Rabiot, Dembélé e Olise comandam o meio-campo. No ataque, Mbappé continua sendo o principal nome da equipe e lidera um sistema ofensivo que inspira confiança.
Com atuações consistentes e um elenco repleto de opções, a França chega às quartas de final consolidada entre as principais candidatas ao título, embora o equilíbrio da competição mantenha o desfecho completamente aberto.
Por Paraíba Master