29 de setembro de 2026
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Em meio a investigações, Lucas Kallas sai de negócios com Vorcaro

 Em meio a investigações, Lucas Kallas sai de negócios com Vorcaro
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O empresário mineiro Lucas Kallas, à frente da Cedro Mineração, decidiu deixar sua participação em dois empreendimentos que o ligavam ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro: a companhia de biotecnologia Biomm e a gestora Latache Capital.

A movimentação, segundo ele, reflete uma mudança de foco. Kallas pretende direcionar esforços para os negócios centrais do grupo, mineração, logística e café, que têm previsão de faturar cerca de R$ 3 bilhões em 2026. A ideia é priorizar empresas nas quais exerça controle e մասնակցação direta na gestão, em vez de atuar apenas como investidor em companhias abertas.

No caso da Biomm, a Cedro Participações chegou a deter 8% do capital. A empresa, que tem entre seus fundadores o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, também contou com a gestora WNT entre os sócios, ligada a Vorcaro e ao empresário Nelson Tanure. Após os desdobramentos da crise envolvendo o Banco Master, a fatia de 25% da WNT acabou sendo transferida ao BRB.

Kallas havia ingressado no investimento há cerca de dois anos, quando as ações da Biomm eram negociadas a R$ 5,50. A venda ocorreu na segunda-feira (27), com os papéis cotados a R$ 7,30, resultando em ganho financeiro na operação.

Na Latache Capital, onde inicialmente atuou como investidor por cinco anos antes de adquirir 33,33% da gestora em 2025, Kallas também optou por sair. Com sua retirada, o controle volta integralmente ao fundador Renato Azevedo e aos sócios Marcel Cecchi, Stefan Lourenço e Sérgio Clemente. Especializada em ativos estressados, a Latache foi impactada pela crise do Banco Master. Um dos casos é o da Oncoclínicas, que havia aplicado R$ 478 milhões em CDBs da instituição e viu suas ações despencarem, acumulando queda de 73,8% em 12 meses.

Os recursos obtidos com a saída da Biomm devem ser direcionados à expansão das operações de mineração do grupo. Entre os projetos está o aumento da capacidade de uma mina em Mariana (MG), com foco na produção de pellet feed, minério de ferro de maior qualidade, usado para reduzir emissões na indústria siderúrgica.

A empresa afirma que pretende atingir a marca de 20 milhões de toneladas anuais de pellet feed até 2030. O plano inclui ainda cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em infraestrutura logística, como a construção do Porto do Meio, em Itaguaí (RJ), e da ferrovia Shortline, na região de Serra Azul (MG), além de iniciativas voltadas à expansão internacional.

Por PARAÍBA MASTER

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