Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por suborno e recebe pena de 1 ano e 8 meses
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A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, foi condenada nesta quarta-feira (28) por aceitar subornos. A Justiça determinou uma pena de um ano e oito meses de prisão. Ao mesmo tempo, ela foi absolvida das acusações de manipulação do mercado financeiro e violação da lei de financiamento público.
A defesa de Kim informou que irá recorrer da condenação, enquanto o Ministério Público sul-coreano anunciou que apresentará recurso contra a absolvição nas outras duas acusações.
Kim foi presa em agosto de 2025, sob acusações de fraude no mercado financeiro, suborno e tráfico de influência. Ela é esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, que também está detido desde julho do mesmo ano. Com sua prisão, Kim tornou-se a primeira esposa de um presidente ou ex-presidente sul-coreano a ser detida.
Yoon Suk Yeol foi afastado do cargo após sofrer impeachment, motivado por uma tentativa de autogolpe em dezembro de 2024, quando decretou lei marcial. Em janeiro deste ano, o ex-presidente foi condenado a cinco anos de prisão por crimes ligados à obstrução da Justiça.
Segundo a decisão judicial, Yoon violou o devido processo legal ao decretar a lei marcial e cometeu outras irregularidades, entre elas: excluir servidores públicos de reuniões estratégicas sobre a medida, forjar documentos oficiais, impedir sua própria prisão ao se esconder por semanas na residência oficial sob proteção da guarda presidencial e ordenar a destruição de registros telefônicos que poderiam servir como prova.
Além da condenação já imposta, Yoon ainda responde a sete processos distintos. Um deles, relacionado ao crime de insurreição, pode resultar em pena de morte. A defesa do ex-presidente, que permanece preso, também afirmou que irá recorrer.
Primeira-dama sob controvérsias
Antes mesmo da eleição de Yoon, em 2022, Kim Keon Hee já era uma figura pública conhecida. Especialista em artes visuais, ela construiu carreira à frente de uma agência de curadoria de destaque. No entanto, ao longo dos anos, seu nome esteve associado a diversos escândalos que, em alguns momentos, ofuscaram a já instável presidência de seu marido.
Suas aparições públicas frequentes, marcadas por escolhas de vestuário que chamavam atenção, e sua atuação nos bastidores do poder — incluindo a defesa da proibição do consumo de carne de cachorro — reforçaram uma imagem controversa. Esse comportamento destoou das expectativas tradicionais na Coreia do Sul, onde se espera que primeiras-damas mantenham postura mais discreta.
Por Paraíba Master