2 de outubro de 2026
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FIFA lamenta veto dos EUA a árbitro somali e diz que não controla decisões migratórias

 FIFA lamenta veto dos EUA a árbitro somali e diz que não controla decisões migratórias

Foto: Reprodução

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O presidente da FIFA lamentou a exclusão do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan da Copa do Mundo de 2026 após o oficial ser impedido de entrar nos Estados Unidos, país que sedia o torneio ao lado de Canadá e México. A entidade afirmou que não tem poder sobre as decisões migratórias adotadas pelos países anfitriões.

Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, faria história ao se tornar o primeiro somali a apitar partidas de uma Copa do Mundo. No entanto, ele foi barrado pelas autoridades americanas ao desembarcar em Miami, mesmo possuindo visto válido, segundo relatos divulgados pela imprensa internacional.

Ao comentar o episódio, a FIFA destacou que processos de imigração e concessão de entrada em território nacional são de responsabilidade exclusiva do país anfitrião. A entidade informou que foi comunicada pelas autoridades americanas de que a situação do árbitro não seria revertida a tempo da competição.

A decisão ocorre em meio às rígidas políticas migratórias adotadas pelo governo dos Estados Unidos, que mantém restrições para cidadãos de diversos países, incluindo a Somália. Inicialmente, autoridades de fronteira informaram que o árbitro foi considerado inadmissível após procedimentos de verificação de segurança. Posteriormente, o governo americano alegou preocupações relacionadas à segurança nacional para justificar a medida.

O caso gerou repercussão internacional e críticas de representantes somalis, que classificaram a exclusão como um golpe contra os princípios de igualdade e inclusão defendidos pelo esporte. A Federação Somaliana de Futebol e integrantes do governo do país tentaram negociar uma solução junto à FIFA e às autoridades americanas, mas sem sucesso.

Em declaração divulgada após o episódio, Artan agradeceu o apoio recebido da FIFA e da Confederação Africana de Futebol (CAF), afirmando que continuará sua trajetória na arbitragem apesar da frustração de perder a oportunidade de participar do maior torneio do futebol mundial.

Por Paraíba Master

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