30 de setembro de 2026
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Grupo Fictor solicita recuperação judicial após crise com Banco Master

 Grupo Fictor solicita recuperação judicial após crise com Banco Master
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O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (1º) junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A solicitação abrange as empresas Fictor Holding e Fictor Invest e envolve dívidas estimadas em R$ 4 bilhões. No processo, o grupo pediu um prazo de 180 dias para a suspensão de ações de cobrança e bloqueios judiciais, período que deverá ser usado para negociar novas condições com credores. 

A empresa deixou claro que  o seu objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada, para assim,  garantir a continuidade das atividades, “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou  grupo Fictor. 

Tentativa de compra do Banco Master

A Fictor associa a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em Novembro. Na época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo apresentou uma oferta para comprar o banco, porém a transação foi interrompida após a decisão da autoridade monetária. 

Segundo a empresa, o episódio afetou sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz em nota.

O grupo também enfatiza que “não havia registros de atrasos de qualquer tipo” desde o começo de suas operações, e que, diante da crise, implementou um plano de reestruturação que envolvia a diminuição da estrutura física e da quantidade de funcionários. “Esse movimento foi realizado antes do pedido de recuperação judicial para salvaguardar os direitos dos funcionários e acelerar o pagamento das indenizações trabalhistas”, declarou. 

Estabelecido em 2007, o Grupo Fictor opera nos segmentos de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e serviços de pagamento. No pedido feito à Justiça, a empresa diz que a recuperação judicial não abrange as subsidiárias, e que devem continuar com suas rotinas e contratos. 

Em Novembro, após a decisão do Banco Central em relação ao Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor declarou que a operação estava “totalmente sujeita à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se encontrava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

Por Paraíba Master 

 

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