3 de outubro de 2026
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Irã propõe aos EUA reabrir o Estreito de Hormuz e iniciar negociações para encerrar o conflito

 Irã propõe aos EUA reabrir o Estreito de Hormuz e iniciar negociações para encerrar o conflito
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O governo do Irã encaminhou aos Estados Unidos uma proposta, por mediadores do Paquistão, para reabrir o Estreito de Hormuz e evoluir em negociações voltadas ao fim do confronto. Conforme a agência Axios, a iniciativa busca destravar a navegação no Golfo Pérsico, rota estratégica para o transporte global de petróleo, deixando para um segundo momento as discussões sobre o programa nuclear iraniano.

Proposta do Irã deixa tratativas sobre o programa nuclear iraniano para uma etapa posterior, segundo a Axios. O Irã exige que Washington reconheça seu direito de enriquecer urânio, enquanto potências ocidentais afirmam que o objetivo é a produção de armas.

Expectativas de retomada das conversas diminuíram após Trump cancelar a visita de enviados americanos a Islamabad no sábado. Steve Witkoff e Jared Kushner iriam ao Paquistão para negociações, o que não aconteceu.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi circulou entre Paquistão e Omã no domingo, países que atuam como mediadores. Ele seguiu depois para a Rússia, onde se encontra com o presidente Vladimir Putin.

Antes do cancelamento da viagem dos enviados de Trump, delegações de Irã e Estados Unidos tinham previsão de ir ao Paquistão para uma nova rodada de negociações. O objetivo era discutir principalmente o conflito no Estreito de Ormuz, com Islamabad atuando como mediador.

A proposta surge em meio a tensões crescentes e à preocupação internacional com possíveis impactos no abastecimento energético. A reabertura plena de Hormuz é vista como medida crucial para estabilizar os fluxos comerciais e reduzir riscos ao mercado global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pode procurar Washington caso queira negociar o encerramento do conflito. “Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Sabe, temos um telefone. Temos linhas seguras e confiáveis”, declarou em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News.

Posteriormente, Trump voltou a condicionar qualquer avanço a um compromisso claro do Irã de não desenvolver armas nucleares. “Eles sabem o que precisa constar no acordo. É muito simples: eles não podem ter armas nucleares, caso contrário não há motivo para se reunirem”, disse à CNN Brasil.

Os mercados financeiros reagiram ao impasse, com alta nos preços do petróleo e leve valorização do dólar no início do pregão asiático desta segunda-feira. Ao mesmo tempo, os futuros das ações americanas registraram queda, refletindo a preocupação dos investidores com o bloqueio do transporte marítimo no Golfo.

Apesar de um cessar-fogo ter reduzido os combates em larga escala, ainda não há um acordo definitivo para encerrar a guerra. O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques conjuntos contra alvos no Irã, elevando significativamente as tensões na região.

Por PARAÍBA MASTER

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