29 de setembro de 2026
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Israel amplia ataques no Líbano enquanto tensão no Oriente Médio abre novos fronts e envolve mais países

 Israel amplia ataques no Líbano enquanto tensão no Oriente Médio abre novos fronts e envolve mais países

Foto: Reprodução

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O Exército de Israel realizou uma nova série de bombardeios contra um subúrbio de Beirute, capital do Líbano, afirmando ter como alvo estruturas ligadas ao grupo xiita Hezbollah. Antes das explosões, as forças israelenses determinaram a evacuação imediata da área, onde vivem cerca de 1.500 pessoas. A ordem provocou correria entre moradores e longos congestionamentos nas principais vias da cidade.

Enquanto a escalada militar continua, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que, por enquanto, não considera enviar tropas ao Irã. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para enfrentar uma eventual ofensiva terrestre americana.

Trump também disse que pretende acompanhar de perto o processo de escolha do próximo líder iraniano. Segundo ele, o sucessor não deve ser Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo Ali Khamenei. O presidente americano argumentou que a escolha precisa ocorrer de forma mais ampla para evitar que os Estados Unidos sejam arrastados para um novo confronto com o Irã nos próximos anos.

A declaração foi feita durante um evento na Casa Branca em homenagem ao time de futebol Inter Miami, ocasião em que Trump também comentou o andamento da operação militar no Oriente Médio.

O sexto dia de confrontos marcou a abertura de novos pontos de tensão na região. Pela primeira vez, o território do Azerbaijão foi atingido. Drones explodiram nas proximidades de um aeroporto e de uma escola. O Irã negou responsabilidade e acusou Israel de estar por trás da ação. O governo azeri, um dos maiores exportadores de petróleo e gás do mundo, prometeu reagir ao ataque.

Outro episódio ocorreu no Bahrein, que abriga uma base militar americana. Mísseis iranianos atingiram a principal refinaria do país, provocando um incêndio que posteriormente foi controlado pelas autoridades locais.

A OTAN também elevou seu nível de alerta após a interceptação de um míssil iraniano no espaço aéreo da Turquia. Apesar do susto, não houve vítimas. Segundo a aliança militar, qualquer ataque contra um de seus 32 países membros pode desencadear uma resposta coletiva.

Diante da escalada do conflito, a Organização Marítima Internacional, ligada à ONU, classificou o Estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã como áreas de operações de guerra. A agência informou que cerca de 20 mil marinheiros e aproximadamente 15 mil passageiros de navios de cruzeiro estão impedidos de deixar a região devido aos riscos.

A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter assumido controle total do Estreito de Ormuz e afirmou que um petroleiro americano foi atingido no norte do Golfo Pérsico, provocando um incêndio a bordo.

Em resposta, autoridades dos Estados Unidos indicaram que a Marinha americana poderá ser mobilizada para escoltar embarcações petroleiras na região caso a segurança da navegação continue ameaçada.

Por Paraíba Master

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