Lula pode se reunir com prefeito de Nova York durante viagem aos EUA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá se reunir com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, durante a viagem aos Estados Unidos para participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). O encontro, no entanto, ainda não foi confirmado oficialmente pelo governo brasileiro.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a equipe de Mamdani encaminhou um pedido de reunião bilateral com o presidente brasileiro. O Itamaraty informou que existem outros pedidos de encontros em análise, mas não antecipou quais deles serão incluídos na agenda definitiva de Lula.
Mamdani assumiu a Prefeitura de Nova York no início deste ano. Filho de imigrantes e muçulmano, ele se identifica como socialista e tem defendido propostas relacionadas à ampliação da moradia acessível, ao controle de aluguéis e à redução do custo de vida. Entre suas posições também estão a defesa da gratuidade do transporte público e o apoio à causa palestina.
Agenda de Lula na ONU
Lula deve chegar a Nova York no domingo (20). Na segunda-feira (21), a programação do presidente será concentrada em reuniões bilaterais com autoridades e chefes de Estado.
Na terça-feira (22), Lula terá um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Depois, participará da abertura da Assembleia Geral, ocasião em que fará o tradicional primeiro discurso do encontro, reservado ao chefe de Estado brasileiro.
O tema escolhido para a edição deste ano é “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.
O discurso do presidente ainda está em fase de elaboração. A expectativa do governo é que Lula destaque pautas tradicionalmente defendidas pela diplomacia brasileira, como a reforma das instituições multilaterais, o fortalecimento do multilateralismo, a promoção da paz e da cooperação internacional e o combate à fome e à pobreza.
Segundo o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE, o pronunciamento deverá enfatizar a importância do multilateralismo diante do cenário internacional marcado pela ampliação de conflitos.
A previsão é de que Lula defenda iniciativas voltadas à negociação de acordos de paz, ao respeito ao direito internacional humanitário e ao princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países.
Após o discurso na Assembleia Geral, o presidente deverá retornar ao Brasil ainda na terça-feira.
Possível encontro com Trump
O governo brasileiro também não confirmou uma reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, não há confirmação oficial de encontro bilateral entre os dois.
Trump será o segundo chefe de Estado a discursar na Assembleia Geral, logo depois de Lula. Com isso, existe a possibilidade de um contato entre os dois nos bastidores do evento.
No ano passado, os presidentes tiveram um breve encontro após o discurso de Lula, quando Trump aguardava sua vez de falar. Posteriormente, o norte-americano descreveu a interação como marcada por uma “química excelente”. Desde então, os dois líderes se encontraram outras vezes.
Comitiva brasileira
A delegação brasileira que acompanhará Lula em Nova York terá, além do chanceler Mauro Vieira, os ministros Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Eloy Terena, dos Povos Indígenas; e Rachel Barros de Oliveira, da Igualdade Racial.
Durante a passagem pelos Estados Unidos, Mauro Vieira também deverá comandar uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
A iniciativa foi criada pelo Brasil durante a presidência do G20, em 2024, com o objetivo de reunir governos, organismos internacionais, instituições financeiras e entidades da sociedade civil em ações de combate à fome e à pobreza.
Segundo o Itamaraty, a aliança conta atualmente com mais de 215 integrantes, entre eles mais de 100 países.
Por Paraíba Master