30 de setembro de 2026
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Justiça condena ex-diretor do Hospital Padre Zé e ex-chefe de TI por desvio de eletrônicos doados

 Justiça condena ex-diretor do Hospital Padre Zé e ex-chefe de TI por desvio de eletrônicos doados

Foto: Reprodução

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A 3ª Vara Criminal de João Pessoa condenou o ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e o ex-chefe do setor de Tecnologia da Informação da unidade, Samuel Rodrigues Cunha Segundo, pelo desvio de equipamentos eletrônicos doados pela Receita Federal.

A decisão foi proferida pela juíza Ana Christina Soares nesta sexta-feira (13). Os dois foram considerados culpados por apropriação indébita majorada, com reconhecimento de concurso de pessoas e continuidade delitiva.

Padre Egídio foi sentenciado a 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Já Samuel Segundo recebeu pena de 4 anos, 7 meses e 16 dias, também a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.

Além das penas privativas de liberdade, os condenados deverão ressarcir R$ 525.877,77 por danos materiais e pagar R$ 500 mil a título de danos morais coletivos. A sentença ainda é passível de recurso.

De acordo com a decisão judicial, 676 equipamentos — entre celulares, tablets e outros dispositivos de alto valor — foram desviados após serem doados ao Instituto São José, entidade responsável pela manutenção do hospital. Parte do material teria sido separada e armazenada na sala da setor da presidência. Posteriormente, 12 das 15 caixas com os produtos foram encontradas vazias.

A sentença aponta que os itens foram comercializados no mercado paralelo, com pagamentos realizados, em sua maioria, em dinheiro. Segundo a magistrada, houve divisão de funções entre os envolvidos: Samuel seria responsável pela venda dos aparelhos, enquanto Padre Egídio, na condição de diretor-presidente, exercia comando e supervisão das ações.

Procuradas, as defesas se manifestaram. O advogado de Samuel informou que ainda não teve acesso à íntegra da decisão. Já a defesa de Padre Egídio declarou que vai recorrer da condenação.

Padre Egídio também responde a outros processos na Justiça relacionados à sua atuação à frente da instituição.

Por Paraíba Master

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