28 de setembro de 2026
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Mercado eleva projeções de inflação e juros para 2026, enquanto PIB e dólar permanecem estáveis

 Mercado eleva projeções de inflação e juros para 2026, enquanto PIB e dólar permanecem estáveis

Foto: Reprodução

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O mercado financeiro revisou para cima suas expectativas de inflação e da taxa básica de juros para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC). As projeções para o câmbio e o crescimento econômico, entretanto, se mantiveram estáveis.

De acordo com o levantamento, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial de inflação do país, deve fechar o ano em 4,92%, ligeiramente acima da previsão anterior de 4,91%. Esse é o décimo aumento consecutivo nas estimativas. Quatro semanas atrás, o índice projetado estava em 4,8%. Para os anos seguintes, a expectativa é de inflação de 4% em 2027 e 3,65% em 2028.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, registrando 0,67% no mês, pressionada pelo aumento nos preços de alimentos e bebidas, que subiram 1,34%. A meta de inflação do país, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Juros seguem tendência de alta
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. O Boletim Focus elevou em 0,25 ponto percentual a expectativa de juros ao final de 2026, passando de 13% para 13,25%. Para 2027 e 2028, a previsão é de 11,25% e 10%, respectivamente.

Câmbio e PIB permanecem estáveis
As projeções para o dólar e para o crescimento econômico não sofreram alterações. O mercado estima que a moeda americana termine 2026 cotada a R$ 5,20, com leve alta projetada para os anos seguintes: R$ 5,27 em 2027 e R$ 5,34 em 2028.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa é de crescimento de 1,85% em 2026, mesma previsão das últimas três semanas. Para 2027 e 2028, o mercado projeta expansão de 1,77% e 2%, respectivamente.

Por Paraíba Master

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