27 de setembro de 2026
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Mercado fonográfico brasileiro cresce 14,1% em 2025 e atinge quase R$ 4 bilhões em receita

 Mercado fonográfico brasileiro cresce 14,1% em 2025 e atinge quase R$ 4 bilhões em receita

Foto: Reprodução

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O mercado de música gravada no Brasil manteve sua trajetória de expansão em 2025 e alcançou faturamento de R$ 3,958 bilhões, alta de 14,1% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados pela Pró-Música Brasil, que reúne as principais gravadoras e produtoras do país.

Com o resultado, o Brasil subiu para a 8ª posição no ranking global da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, consolidando-se entre os maiores mercados de música do mundo. A evolução é contínua: o país ocupava a 9ª colocação em 2024 e a 10ª em 2023.

Segundo a entidade, este foi o 16º ano consecutivo de crescimento do setor, impulsionado principalmente pelo avanço do consumo digital. O modelo de streaming segue como o principal motor da indústria, representando cerca de 83% de toda a receita nos últimos anos.

A arrecadação com plataformas digitais chegou a R$ 3,4 bilhões em 2025, registrando aumento de 13,2% na comparação com 2024. O crescimento do número de assinantes e a consolidação dos serviços de streaming foram apontados como fatores determinantes para o desempenho.

Para o presidente da Pró-Música Brasil, Paulo Rosa, o resultado reforça a importância das gravadoras no desenvolvimento do setor. Ele destaca que os investimentos contínuos — tanto em artistas consolidados quanto em novos talentos — sustentam a expansão da indústria.

Apesar de ainda representarem menos de 1% do faturamento total, as vendas de formatos físicos cresceram 25,6% no período. O vinil foi o principal responsável por essa alta, refletindo uma tendência de consumo ligada à nostalgia e ao interesse de colecionadores.

Outro destaque do relatório foi o aumento nas receitas provenientes de direitos conexos de execução pública, que beneficiam artistas, músicos e produtores.

Desafios: inteligência artificial e fraudes

O avanço tecnológico, no entanto, também traz preocupações. De acordo com Paulo Rosa, o uso de inteligência artificial no setor levanta questões relacionadas à utilização indevida de obras para treinamento de sistemas, sem autorização dos detentores de direitos.

Além disso, práticas fraudulentas no streaming seguem como um desafio relevante. A manipulação artificial de reproduções por meio de robôs pode distorcer a distribuição de receitas entre artistas e produtores. Nos últimos anos, mais de 130 sites envolvidos nesse tipo de atividade foram retirados do ar, sendo 60 apenas em 2025.

A entidade afirma que continua monitorando e encaminhando casos suspeitos às autoridades, com o objetivo de proteger a remuneração legítima dos criadores.

Fundada em 1958, a Pró-Música Brasil — anteriormente conhecida como Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) — é responsável por reunir dados e acompanhar a evolução do mercado fonográfico nacional, divulgando relatórios periódicos sobre o desempenho do setor.

Por Paraíba Master

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