30 de setembro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Mercado reduz previsão de inflação para 2026 e mantém projeções para PIB, dólar e Selic

 Mercado reduz previsão de inflação para 2026 e mantém projeções para PIB, dólar e Selic

Foto: Reprodução

#Compartilhe

As expectativas dos agentes do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 continuam em trajetória de redução, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC). A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o principal indicador de inflação do país, caiu de 5,16% para 5,15% na projeção para o fechamento do próximo ano.

A revisão mantém o movimento de queda observado nas últimas semanas. Há um mês, a previsão do mercado era de que o IPCA acumulasse alta de 5,33% em 2026. Para os anos seguintes, as estimativas apontam inflação de 4,20% em 2027 e de 3,78% em 2028.

Os demais indicadores acompanhados pelo boletim Focus permaneceram praticamente estáveis. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa é de crescimento de 1,99% da economia brasileira em 2026, projeção mantida pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas, a estimativa era de expansão de 1,98%.

Para 2027, os economistas consultados pelo Banco Central calculam avanço de 1,65% do PIB, enquanto para 2028 a previsão é de crescimento de 2%.

Mercado mantém projeção para dólar em 2026

As estimativas para a cotação do dólar ao final de 2026 também não apresentaram alterações. Pela quinta semana seguida, o mercado prevê que a moeda norte-americana encerre o ano em R$ 5,20.

Para 2027, a expectativa é de câmbio a R$ 5,28, e para 2028, de R$ 5,30.

Selic deve terminar 2026 em 14%, aponta Focus

A projeção para a taxa básica de juros da economia, a Selic, permaneceu em 14% ao ano para o fim de 2026. Essa estimativa se mantém há quatro semanas.

Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 17 de junho. Com a previsão de encerramento do próximo ano em patamar inferior ao atual, o mercado trabalha com a possibilidade de redução dos juros até dezembro de 2026.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto. Para 2027 e 2028, as projeções indicam Selic em 12% e 10,5%, respectivamente.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa básica permaneceu em 15% ao ano, maior nível desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%. No período entre setembro de 2024 e junho de 2025, o Copom promoveu sete elevações consecutivas na Selic.

Impactos da política de juros

A definição da Selic é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros são reduzidos, o crédito tende a ficar mais acessível, favorecendo o consumo e os investimentos, o que pode estimular a atividade econômica.

Por outro lado, juros menores também podem aumentar a demanda e gerar maior pressão sobre os preços. Já a elevação da Selic encarece o crédito, reduz o ritmo de consumo e incentiva investimentos em aplicações financeiras, contribuindo para conter a inflação.

Além da taxa básica definida pelo Copom, os bancos consideram outros fatores ao estabelecer os juros cobrados dos clientes, como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.

Por Paraíba Master

Relacionados