3 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Ministério da Saúde suspende temporariamente vacina contra dengue após registros de reações graves

 Ministério da Saúde suspende temporariamente vacina contra dengue após registros de reações graves

Foto: Reprodução

#Compartilhe

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão ocorre após 42 pessoas apresentarem sintomas graves após a imunização, incluindo três internações e dois óbitos.

Segundo o ministério, os casos estão sob investigação para determinar se há relação direta com a vacina. Em nota, a pasta ressaltou que a medida é preventiva e que os vacinados permanecem protegidos contra a doença.

Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), destacou em entrevista à Rádio Nacional que a vacina possui eficácia comprovada e continua oferecendo proteção aos imunizados.

O período crítico para atenção aos sintomas, conhecido como viremia vacinal, dura até 21 dias após a aplicação, quando o organismo ainda reage à forma enfraquecida do vírus contida na vacina. Durante esse período, os vacinados devem observar sinais semelhantes aos da dengue, como febre, dores no corpo, manchas, vômitos e sangramentos, e procurar atendimento médico caso apresentem algum deles.

Após 21 dias, não há risco adicional, e os vacinados permanecem protegidos. A vacina do Butantan apresenta 65% de eficácia na prevenção da dengue e mais de 80% de proteção contra casos graves e hospitalizações.

Desde janeiro, quando foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 501 mil pessoas receberam a vacina, incluindo adolescentes e adultos de 15 a 59 anos nos municípios-piloto Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Profissionais de saúde da atenção primária também foram contemplados em fevereiro, e uma ação de vacinação ocorreu em Araguaína (TO) em março.

Antes de sua aprovação, o imunizante passou por todos os testes exigidos no país, com mais de 11 mil voluntários monitorados por até cinco anos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do imunizante após a conclusão desses estudos.

Por Paraíba Master

Relacionados