Moraes anula sindicância do CFM sobre atendimento a Bolsonaro e manda PF ouvir presidente do Conselho
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (7) invalidar a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar os atendimentos médicos prestados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida havia sido anunciada pela própria entidade, que informou ter recebido diversas representações pedindo investigação sobre o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Na decisão, Moraes entendeu que houve desvio de finalidade por parte do CFM e classificou a iniciativa como ilegal. Além de derrubar a apuração, o ministro determinou que a Polícia Federal colha, em até dez dias, o depoimento do presidente do Conselho, José Hiran da Silva Gallo, para esclarecer as circunstâncias da abertura do procedimento.
O magistrado também requisitou ao diretor-geral do hospital DF Star, em Brasília, Allisson Barcelos Borges, o envio de todos os exames e laudos médicos de Bolsonaro no prazo de 24 horas.
Procurado, o CFM informou que só irá se manifestar nos autos do processo, observando os trâmites legais.
Queda na custódia da PF
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o ex-presidente sofreu uma queda na madrugada do dia 6, quando bateu a cabeça em um móvel na cela da Superintendência da Polícia Federal. O médico Cláudio Birolini, responsável por acompanhar Bolsonaro, afirmou que o episódio resultou em um traumatismo craniano leve.
A transferência para o hospital ocorreu após pedido da defesa e apresentação de requerimento médico ao STF. No DF Star, os exames apontaram “densificação de partes moles” na região frontal e temporal direita, sem indicação de necessidade de intervenção. Conforme o boletim médico, Bolsonaro deverá manter cuidados clínicos conforme orientação da equipe de saúde.
Por Paraíba Master