MP da Paraíba debate critérios para gastos com cachês do São João com representantes de municípios
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Os valores pagos por prefeituras para contratação de atrações artísticas nas festas juninas da Paraíba entraram em debate durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (9), no Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa. O encontro reuniu membros do MP e representantes da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup).
Participaram da reunião o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, os promotores Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, e Arthur Magnus Dantas de Araújo, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público. Pela Famup, estiveram presentes o presidente da entidade, George Coelho, e o secretário-executivo, Pedro Dantas.
O principal objetivo do encontro foi discutir formas de estabelecer parâmetros técnicos e legais que permitam avaliar se os gastos públicos com cachês artísticos nas festas de São João são compatíveis com a realidade financeira e social de cada município ou se configuram excessos.
Representantes da Famup destacaram que os valores cobrados por artistas e bandas variam conforme critérios subjetivos do mercado e ressaltaram que, em alguns casos, os municípios utilizam recursos federais — como verbas do Ministério do Turismo — que possuem destinação específica para eventos culturais. Segundo a entidade, o uso desses recursos não caracterizaria irregularidade, mesmo quando os valores contratados são elevados em relação à economia local.
Para o presidente da Famup, George Coelho, o diálogo com o Ministério Público representa um avanço. Ele afirmou que a intenção é construir, em conjunto, soluções que garantam a realização das festas tradicionais com preços considerados justos, ao mesmo tempo em que ofereçam segurança jurídica às administrações municipais.
Já o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, reforçou que o Ministério Público reconhece a relevância cultural e econômica das festas juninas para o estado. Segundo ele, a proposta do debate não é impedir a realização dos eventos, mas assegurar que os recursos públicos sejam utilizados de forma responsável, evitando abusos e protegendo o interesse da população paraibana.
Como encaminhamento, os Centros de Apoio Operacional do Meio Ambiente e do Patrimônio Público deverão atuar de forma integrada na construção de critérios de análise. Entre os fatores que podem ser considerados estão a situação financeira dos municípios, indicadores de áreas essenciais como saúde e educação e até aspectos como a gravidade de crises locais, a exemplo da escassez hídrica.
Por Paraíba Master