3 de outubro de 2026
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MP de São Paulo faz operação contra rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC e mira operadores financeiros

 MP de São Paulo faz operação contra rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC e mira operadores financeiros

Foto: Reprodução

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) realizou, nesta terça-feira (21), uma operação para desarticular uma organização suspeita de atuar na lavagem de dinheiro para integrantes do crime organizado, incluindo membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com as investigações, o grupo oferecia um sistema financeiro clandestino utilizado para movimentar recursos de origem ilícita e conferir aparência de legalidade ao dinheiro obtido em atividades criminosas. A estrutura atendia desde criminosos comuns até lideranças da facção.

Por determinação da Justiça, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão. Os investigadores identificaram movimentações financeiras expressivas atribuídas a Alexandre Salles Brito, conhecido como “Buiu”, apontado como um dos envolvidos no esquema.

Segundo o Ministério Público, a organização recebia grandes quantias em dinheiro vivo e promovia a circulação dos valores por meio de empresas de fachada. As transferências eram realizadas utilizando contas de pessoas jurídicas sem atividade comercial compatível, enquanto operadores conhecidos como doleiros recebiam comissões para ocultar a origem dos recursos.

As apurações indicam ainda que Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moja ou Léo do Moinho, figurava entre os principais clientes da estrutura financeira. Conforme os promotores, ele recorria aos operadores para adquirir bens sem utilizar seu próprio nome, entregando dinheiro em espécie para que terceiros efetuassem as compras.

Léo do Moja é acusado de comandar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, na região central da capital paulista, e foi preso em 2024 durante a Operação Salus et Dignitas.

A investigação também revelou a atuação da rede financeira em disputas privadas, incluindo um conflito envolvendo imóveis de alto padrão na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista. De acordo com o MP, integrantes da facção intervieram em favor do empresário Cléber Azevedo dos Santos, reforçando a relação entre ele e os operadores responsáveis pela movimentação financeira ilegal.

Outro elemento considerado decisivo para o avanço das investigações foi a obtenção de áudios gravados por um participante do chamado “tribunal do crime”, mecanismo utilizado pela facção para julgar conflitos internos. Nas gravações, com duração de até uma hora, integrantes do grupo detalham antecedentes criminais, vínculos dentro da organização e normas de funcionamento do PCC.

Como medida para interromper o fluxo de recursos da organização, o Ministério Público solicitou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e contas bancárias vinculadas aos investigados e às empresas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro. O pedido foi acolhido pela Justiça.

 

Por Paraíba Master

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