Nota do CCA sobre assédio eleitoral levanta questionamentos sobre possível ocorrência na UFPB
A direção do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Areia, divulgou nesta terça-feira (29) uma nota pública de repúdio a práticas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. O documento, assinado pelo diretor Bruno de Oliveira Dias e pelo vice-diretor Felipe Nael Seixas, não menciona casos específicos, denúncias ou possíveis responsáveis por condutas dessa natureza.
Na manifestação, o CCA condena qualquer tentativa de utilizar relações hierárquicas, vínculos profissionais ou o receio de perder o emprego para influenciar a escolha política de trabalhadores durante o período eleitoral.
A direção destaca que o voto é um direito individual e deve ser exercido de maneira livre e secreta, sem interferência de empregadores, superiores ou outras pessoas em posição de autoridade.
Apesar do tom de alerta, a nota não esclarece se houve algum episódio concreto de assédio eleitoral no Campus II da UFPB, nem informa se trabalhadores teriam relatado situações de pressão ou qual seria a eventual motivação política envolvida.
A publicação acabou levantando questionamentos sobre o contexto que levou o CCA a emitir o posicionamento, já que o documento não apresenta detalhes sobre uma ocorrência específica.
Na nota, a direção também reforça que a universidade deve ser um espaço de pluralidade, respeito às diferenças, liberdade de pensamento e proteção à dignidade dos trabalhadores. O texto ressalta ainda que relações de trabalho não devem ser utilizadas como mecanismo de pressão sobre as convicções políticas de qualquer pessoa.
O CCA afirma que a defesa da liberdade de escolha deve fazer parte das relações institucionais e reforça o compromisso da unidade com o voto livre e secreto, a cidadania e os princípios democráticos.
Confira a íntegra da nota
NOTA DE REPÚDIO AO ASSÉDIO ELEITORAL NO AMBIENTE DE TRABALHO
A Direção do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (CCA/UFPB), Campus II, manifesta publicamente seu repúdio a qualquer forma de constrangimento ou assédio eleitoral no ambiente profissional.
Segundo o documento, a instituição não pode se omitir diante de situações que possam comprometer a liberdade de consciência, a dignidade das pessoas ou o exercício da cidadania.
A direção considera incompatível com os princípios democráticos qualquer tentativa de utilizar relações de trabalho, autoridade ou o receio de consequências profissionais para interferir na escolha eleitoral dos trabalhadores.
O texto também destaca que o voto é livre e secreto e que a decisão política pertence exclusivamente a cada cidadão.
A nota afirma ainda que nenhum vínculo empregatício ou contrato de prestação de serviços deve ser utilizado para limitar a liberdade de consciência ou constranger trabalhadores em suas escolhas políticas.
Ao final, o CCA/UFPB reafirma seu compromisso com a liberdade de consciência, a dignidade dos trabalhadores, o respeito à pluralidade, o voto livre e secreto e os valores democráticos.
A manifestação é datada de 29 de setembro de 2026 e foi assinada pelo diretor do CCA, professor Bruno de Oliveira Dias, e pelo vice-diretor, professor Felipe Nael Seixas.
Por Paraíba Master
