Novo Plano Nacional de Educação é visto como avanço por especialistas, mas execução será decisiva
- 15 de abril de 2026
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O novo Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado nesta terça-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi recebido de forma positiva por organizações ligadas ao setor educacional. Representantes da área avaliam que o documento traz avanços importantes, embora ressaltem que o sucesso dependerá da implementação efetiva das medidas propostas.
Para Felipe Proto, vice-presidente de educação da Fundação Lemann, o plano reforça o papel da educação como prioridade nacional e projeta um cenário mais ambicioso para o futuro. Ele destaca, porém, que a qualidade na execução será essencial para garantir que as metas se traduzam em melhorias concretas na aprendizagem e na redução das desigualdades.
Segundo Proto, a cooperação entre União, estados e municípios será fundamental, assim como o fortalecimento de políticas de apoio aos entes federativos.
Na avaliação de Diogo Jamra, do Itaú Educação e Trabalho, o novo PNE também avança ao consolidar a educação profissional e tecnológica como um dos pilares estratégicos da política educacional. O plano prevê metas de qualidade para acompanhar a expansão do acesso, considerada desafiadora, mas possível.
Entre os objetivos, está a meta de atingir 50% dos estudantes do ensino médio matriculados em cursos integrados à formação profissional. Para Jamra, o cumprimento dessa meta exigirá articulação entre diferentes níveis de governo e políticas consistentes de qualificação e requalificação profissional.
Ele também ressalta a importância da criação de um sistema nacional de avaliação específico para a educação técnica, que estabeleça parâmetros claros de desempenho, conclusão e aprendizagem.
Já Tiago Bossi, presidente da Abraspe, considera o plano alinhado às demandas atuais ao enfatizar temas como educação digital, ensino em tempo integral e melhoria da qualidade.
Apesar do otimismo, Bossi aponta que questões como o uso de inteligência artificial e a personalização do ensino ainda precisam ser mais aprofundadas. Para ele, o principal desafio do novo PNE será a forma como as ações serão colocadas em prática, exigindo coordenação, inovação e investimentos contínuos no setor.