Operação da PF mira senador Jaques Wagner e outros investigados em nova fase da Compliance Zero
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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). A ação investiga um suposto esquema de fraudes no sistema financeiro envolvendo instituições bancárias.
Segundo a PF, a investigação apura a possível participação de agentes públicos em irregularidades ligadas ao Banco Master, presidido por Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais investigados no caso.
Além de Wagner, também são alvo das medidas o banqueiro Augusto Ferreira Lima, associado a Vorcaro e proprietário do Banco Pleno — que foi liquidado pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
Nesta etapa da operação, a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Os investigados também foram submetidos a medidas cautelares, como a proibição de contato entre si e a suspensão do uso de passaportes.
Inicialmente, a PF havia informado a adoção de monitoramento eletrônico, mas posteriormente corrigiu a informação.
As suspeitas envolvem crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Investigação do caso Master
A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master e a seu presidente, Daniel Vorcaro.
A primeira fase da investigação foi deflagrada em novembro de 2025, após indícios de que a instituição teria emitido títulos de investimento sem garantias adequadas, oferecendo rentabilidade acima da média de mercado para atrair investidores. Na ocasião, Vorcaro chegou a ser preso, e a PF estimou um prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões.
Ao longo das fases seguintes, o inquérito foi ampliado e passou a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, intimidação de investigados, uso indevido de informações sigilosas, espionagem e corrupção.
A operação também passou a investigar aportes feitos pelo Banco de Brasília (BRB) no Banco Master, além de possíveis repasses a agentes políticos.
Nas etapas mais recentes, a investigação alcançou familiares e aliados de investigados, além de autoridades públicas. Entre os alvos também estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no contexto de apurações sobre investimentos do Rioprevidência em fundos ligados ao banco.
Por Paraíba Master