26 de setembro de 2026
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Operação Elo Negro mira organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e armas em presídios na Paraíba e no RN

 Operação Elo Negro mira organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e armas em presídios na Paraíba e no RN

Foto: Reprodução

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Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO-PB) foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) para desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e atuação dentro do sistema prisional.

As ações ocorrem nos municípios de Patos e Conde, na Paraíba, além da cidade de João Dias, no Rio Grande do Norte. Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e 12 medidas de bloqueio e indisponibilidade de bens dos investigados.

Parte das ordens judiciais também é executada em unidades prisionais, onde alguns dos alvos da investigação já cumprem pena.

De acordo com as investigações, a apuração teve início após a apreensão de aparelhos celulares em uma penitenciária de segurança máxima. A perícia realizada nos dispositivos revelou indícios de que integrantes da organização continuavam coordenando atividades criminosas mesmo estando presos.

Segundo a polícia, o grupo utilizava a estrutura criminosa para organizar a compra, distribuição e comercialização de entorpecentes, negociar armas e munições, movimentar recursos financeiros e transmitir ordens a comparsas que permaneciam em liberdade.

As investigações também apontam que familiares e pessoas próximas aos detentos eram responsáveis por manter o funcionamento das atividades ilícitas fora das unidades prisionais.

Durante a apuração, os investigadores identificaram ainda conversas relacionadas à cobrança de dívidas do tráfico de drogas, negociações envolvendo armamentos e ao planejamento de ações violentas contra devedores e integrantes de facções rivais.

Batizada de Operação Elo Negro, a ação foi autorizada pela Vara Regionalizada de Garantias da Comarca de Patos e é coordenada pela FICCO-PB, força-tarefa composta pelas polícias Federal, Civil, Militar e Penal.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar a análise do material apreendido durante a operação.

Por Paraíba Master

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