Paraíba capacita profissionais de saúde para ampliar oferta de implante contraceptivo em 11 municípios
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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) realizou, nesta quinta-feira (8), a segunda fase da capacitação voltada à implantação do contraceptivo subdérmico no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa envolve as gerências de Atenção Básica e de Saúde Materno-Infantil, em parceria com o Ministério da Saúde e as prefeituras, e contempla profissionais de 11 municípios paraibanos.
O treinamento prático aconteceu ao longo de todo o dia na Unidade Básica de Saúde Jardim Aeroporto, em Bayeux, reunindo médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Sapé, Guarabira, Queimadas, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras. Durante a capacitação, as primeiras usuárias já começaram a receber o método contraceptivo.
Entre elas estava a jovem Gisele Ramos da Silva, de 19 anos, que aproveitou a oportunidade para realizar o procedimento pelo SUS. Ela contou que já pesquisava sobre o método e buscava uma alternativa segura para evitar uma gravidez. “Quando soube que estaria disponível aqui, não pensei duas vezes. Estou tranquila e confiante”, afirmou.
Segundo a técnica da Gerência Operacional de Atenção Básica à Saúde, Alana Franco, o processo de qualificação dos profissionais teve início em novembro de 2025, com aulas teóricas. A etapa prática começou em dezembro, em Campina Grande, e agora foi estendida aos demais municípios selecionados. “O Ministério da Saúde definiu como critério cidades com mais de 50 mil habitantes, e a Paraíba tem 11 municípios nesse perfil”, explicou.
Com a conclusão desta fase, os profissionais estarão aptos a realizar o procedimento em suas cidades. A expectativa é que eles também repassem o conhecimento às equipes locais, ampliando a oferta do método em toda a rede básica. “Isso vai contribuir para reduzir a gravidez não planejada e, principalmente, os casos de gestação de risco”, destacou Alana.
A enfermeira do Ministério da Saúde, Cris Agra, detalhou que o implante é colocado na parte interna do braço, sob anestesia local, e tem duração de até três anos. De acordo com ela, trata-se do método mais eficaz atualmente disponível para evitar a gravidez. “Pode ser utilizado por mulheres a partir dos 15 anos, desde que não haja contraindicações, como câncer de mama, doenças graves do fígado, lúpus ou suspeita de gestação”, explicou.
Representando o município de Cajazeiras, a enfermeira e coordenadora da Atenção Primária, Fabrícia Oliveira, comemorou a chegada do método à rede pública. “É um avanço enorme para o SUS. Além de prevenir gestações não planejadas, o implante contribui para reduzir a mortalidade materna e a gravidez na adolescência”, afirmou.
O implante subdérmico é um método contraceptivo de longa duração composto por um pequeno bastão que libera o hormônio etonogestrel no organismo, impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozoides. Embora seja altamente eficaz contra a gravidez, não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, o que torna o uso de preservativo ainda necessário. Após a retirada, a fertilidade retorna rapidamente.
Por Paraíba Master