1 de outubro de 2026
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Paraíba registra queda em mortes por AIDS e Brasil alcança menor número em 32 anos

 Paraíba registra queda em mortes por AIDS e Brasil alcança menor número em 32 anos

Foto: Reprodução

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A Paraíba registrou uma leve, mas significativa, redução no número de mortes por AIDS entre 2023 e 2024, passando de 162 para 157 óbitos, uma queda de 3,1%. O resultado segue a tendência nacional: o Brasil teve uma redução de 13% nas mortes relacionadas à doença, passando de mais de 10 mil para 9,1 mil casos no mesmo período, o menor número registrado em três décadas, conforme o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, os dados refletem os avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV, disponibilizados gratuitamente pelo SUS. “Alcançamos o menor número de mortes por AIDS em 32 anos graças às tecnologias mais modernas oferecidas pelo SUS, que incluem terapias que tornam o vírus indetectável e intransmissível”, afirmou. O país também atingiu a meta de eliminação da transmissão vertical da doença, que ocorre da mãe para o bebê, como problema de saúde pública.

Em relação aos casos de AIDS, o Brasil registrou leve queda de 1,5%, de 37,5 mil para 36,9 mil. Na Paraíba, foram notificados 576 novos casos em 2024. No componente materno-infantil, o país registrou redução de 7,9% no número de gestantes com HIV e 4,2% nas crianças expostas ao vírus. A profilaxia neonatal iniciada tardiamente caiu 54%, indicando melhorias no pré-natal e nas maternidades.

O país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência de infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos, cumprindo integralmente as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de 95% das gestantes tiveram acesso ao pré-natal, testagem para HIV e tratamento antirretroviral, interrompendo de forma sustentável a transmissão do vírus durante a gestação, parto ou amamentação.

O Brasil também ampliou o acesso a estratégias de prevenção combinada, incluindo preservativos, PrEP (profilaxia pré-exposição) e PEP (profilaxia pós-exposição). Desde 2023, o número de usuários de PrEP cresceu mais de 150%, fortalecendo a testagem, aumentando a detecção de casos e contribuindo para a redução de novas infecções. Atualmente, 140 mil pessoas utilizam o método diariamente.

No campo do diagnóstico, o SUS distribuiu 6,5 milhões de testes combinados de HIV e sífilis, 65% a mais que no ano anterior, além de 780 mil autotestes. No tratamento, mais de 225 mil pessoas utilizam o comprimido único de lamivudina e dolutegravir, que melhora a adesão, reduz efeitos adversos e mantém alta eficácia.

Essas ações aproximam o país das metas globais 95-95-95, que preveem que 95% das pessoas vivendo com HIV conheçam seu diagnóstico, 95% estejam em tratamento e 95% alcancem supressão viral. Atualmente, o Brasil já cumpriu duas dessas metas.

Para fortalecer a participação social na resposta ao HIV, o Ministério da Saúde lançou editais no valor de R$ 9 milhões para organizações da sociedade civil e ampliou a quantidade de comitês consultivos na área, além de criar um comitê interministerial focado na eliminação de infecções e doenças socialmente determinadas, com atenção especial à transmissão vertical do HIV.

Por Paraíba Master

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