1 de outubro de 2026
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Petro antecipa discurso de despedida da presidência da Colômbia em meio a tensão política após eleição

 Petro antecipa discurso de despedida da presidência da Colômbia em meio a tensão política após eleição

Foto: Reprodução

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que irá antecipar seu discurso de despedida do cargo para o dia 20 de julho, data em que o país celebra sua independência. A fala, que deverá ocorrer em espaços públicos, acontece pouco mais de duas semanas antes do fim oficial de seu mandato, previsto para 7 de agosto.

A decisão rompe com a tradição institucional de pronunciamentos realizados em agosto e, segundo o próprio presidente, ocorre em um contexto que ele considera “trágico”. A antecipação também transfere o foco do encerramento do governo para o ambiente das ruas durante o feriado nacional, em meio a um cenário de forte polarização política após o processo eleitoral.

Petro também convocou uma “mobilização geral” e afirmou que pretende estimular a “resistência” popular, enquanto o país aguarda a conclusão da apuração oficial do segundo turno das eleições presidenciais realizadas em 21 de junho.

No primeiro turno, em maio, o candidato de direita Abelardo de la Espriella terminou na liderança com 43,7% dos votos, seguido pelo governista Iván Cepeda, que obteve 40,90%. Após o resultado inicial, Petro criticou o sistema de pré-contagem eleitoral e questionou a confiabilidade do software utilizado pela empresa Thomas Greg & Sons, apontando supostas inconsistências no cadastro de eleitores.

As declarações geraram reação do ex-presidente Iván Duque, que acusou o atual mandatário de desrespeitar o processo democrático.

No segundo turno, Iván Cepeda acabou reconhecendo a vitória de Abelardo de la Espriella poucos dias após a votação. Em coletiva de imprensa, ele afirmou aceitar o resultado oficial divulgado pelas autoridades eleitorais.

A disputa foi marcada por tentativas de contestação por parte do Pacto Histórico, que chegou a solicitar a revisão de milhares de mesas eleitorais, alegando falhas técnicas. No entanto, o Tribunal Eleitoral informou que a diferença entre a contagem preliminar e o escrutínio oficial foi mínima, em torno de 0,003%.

De acordo com a apuração final, o candidato da direita venceu por uma margem de aproximadamente 250 mil votos, equivalente a menos de um ponto percentual.

O presidente eleito, Abelardo de la Espriella, de 47 anos, lidera um movimento de perfil ultraconservador e construiu sua campanha com foco na segurança pública. Conhecido pelo apelido de “El Tigre”, ele defende uma linha mais dura no combate ao crime e ganhou apoio em meio ao aumento da violência ligada a grupos armados dissidentes das antigas Farc.

Entre suas propostas estão o fim de negociações com organizações armadas, o reforço da atuação militar, a construção de novas unidades prisionais de segurança máxima e uma possível revisão da participação do país em organismos internacionais.

Apesar da vitória eleitoral, o novo governo deve enfrentar um Congresso fragmentado, o que pode dificultar a aprovação de projetos. O cenário indica um período de negociações políticas constantes a partir da posse, marcada para agosto.

Por Paraíba Master

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