29 de setembro de 2026
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PF aponta que ex-presidente do BRB teria determinado compras de carteiras para salvar Banco Master

 PF aponta que ex-presidente do BRB teria determinado compras de carteiras para salvar Banco Master

Foto: Reprodução

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Documentos e depoimentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, teria ordenado a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master com o objetivo de evitar problemas financeiros à instituição de Daniel Vorcaro. A informação consta em anotações de julho de 2024 feitas por Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora de Controle e Riscos do BRB, e foi mencionada por Costa em depoimento prestado à PF no dia 30 de dezembro.

Segundo as anotações, Costa teria afirmado que a compra das carteiras era necessária para impedir que o Master enfrentasse dificuldades, enquanto a instituição buscava substituir seus ativos. No total, o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito, que, de acordo com a investigação, apresentavam indícios de fraude. O banco estatal informou no ano passado ter conseguido recuperar parte dos valores.

Em seu depoimento, Costa defendeu que as operações seguiam os padrões usuais do BRB e tinham como objetivos substituir ativos do banco e aumentar a rentabilidade, conforme previsto no planejamento estratégico. Ele afirmou que só no final de abril de 2025 foram identificadas diferenças nos documentos das carteiras, quando o volume e o padrão documental chamaram atenção.

O ex-presidente negou ter conhecimento de que parte dos créditos adquiridos tinha origem em empresas de fachada, como a Tirreno, apontada pela investigação como responsável por fornecer créditos falsos ao Master. Após perceber irregularidades, o BRB solicitou auditoria completa e adotou medidas de cautela, incluindo a substituição das carteiras.

Costa também declarou que a tentativa de aquisição do Master era apenas uma das estratégias do banco para ampliar sua competitividade e alcançar escala compatível com o mercado.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro ressaltou que as carteiras compradas foram substituídas por ativos devidamente registrados e auditados, seguindo normas do Banco Central, e criticou a divulgação de trechos de depoimentos fora de contexto.

Por Paraíba Master

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