2 de outubro de 2026
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PF aponta suplente de senador como elo em esquema bilionário de fraudes contra aposentados

 PF aponta suplente de senador como elo em esquema bilionário de fraudes contra aposentados

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal identificou o empresário Erik Marinho, segundo suplente do senador Efraim Filho (União Brasil-PB), como peça-chave em um esquema de ocultação e blindagem de patrimônio ligado a investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações constam em uma representação da PF que embasou decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando uma nova etapa da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18).

Nesta fase da operação, Erik Marinho foi alvo de mandado de busca e apreensão e passou a cumprir medidas cautelares determinadas pelo STF. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair do país e a obrigação de entregar o passaporte.

Segundo a investigação, o empresário teria atuado como operador financeiro de um núcleo empresarial-político suspeito de realizar descontos ilegais em benefícios previdenciários. A PF aponta que Marinho participou da criação e manutenção de uma estrutura destinada a dissimular a origem de recursos obtidos de forma irregular, por meio de empresas classificadas como atípicas.

Empresas e aeronaves na mira

A apuração revelou que companhias vinculadas à família de Erik Marinho apresentam indícios característicos de empresas de fachada. Entre elas estão a Flight Way S/A e a Air Connect S/A, registradas em nome de Joelma dos Santos Campos, esposa do empresário. Apesar de possuírem capital social considerado baixo, as empresas adquiriram aeronaves de alto valor, incompatíveis com a renda formal declarada.

Um dos casos destacados pelos investigadores é a compra de uma aeronave Beech F90, de prefixo PT-LPL, pelo valor aproximado de R$ 2,8 milhões, em janeiro de 2022. Para a PF, o período da aquisição coincide com a intensificação das fraudes relacionadas aos descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.

Conversas analisadas no curso da investigação indicam que Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais investigados, tratava Erik Marinho como uma espécie de “parceria jatinho”. Segundo os investigadores, a expressão fazia referência ao papel do empresário na negociação de cotas e no uso de aeronaves ligadas ao esquema.

Repercussão política

O envolvimento de um suplente de senador ampliou a repercussão política da operação. No entanto, conforme a Polícia Federal e com a decisão do STF, o senador Efraim Filho não é investigado no caso. O nome do parlamentar aparece apenas em razão da relação de suplência, sem qualquer indício de participação nos fatos apurados.

Até a publicação desta matéria, Erik Marinho não havia se manifestado sobre as acusações nem foi localizado para comentar o conteúdo da investigação.

Por Paraíba Master

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