28 de setembro de 2026
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PF desmantela esquema de tráfico aéreo de cocaína e bloqueia R$ 4,8 bilhões em operação nacional

 PF desmantela esquema de tráfico aéreo de cocaína e bloqueia R$ 4,8 bilhões em operação nacional

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Hangar Fantasma para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de cocaína por meio de aeronaves. O grupo também é investigado por sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão em seis estados — Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná — além do Distrito Federal.

Na Paraíba, a ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, e da Polícia Militar.

Por determinação da Justiça, foram bloqueadas contas bancárias e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 4,8 bilhões. Também foi autorizado o sequestro de bens móveis e imóveis ligados à organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após operações anteriores que revelaram que os líderes do esquema continuavam a comandar as atividades criminosas mesmo estando presos. A apuração identificou que a quadrilha adquiria aeronaves para transportar cocaína das regiões Norte e Centro-Oeste com destino ao Nordeste.

Três grandes apreensões recentes, que somam cerca de uma tonelada de drogas, além de flagrantes de aviões carregados com cocaína, são atribuídas ao grupo. Os casos ocorreram nos estados do Tocantins e da Paraíba.

As investigações também apontaram o uso de “laranjas” e empresas de fachada para movimentar grandes quantias de dinheiro e adquirir bens de alto valor, como aviões e veículos de luxo, visando ocultar a origem ilícita dos recursos.

Os suspeitos poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas previstas para os crimes podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Por que o nome Hangar Fantasma

A denominação da operação faz referência à estratégia utilizada pela quadrilha para ocultar a real propriedade das aeronaves e dos hangares empregados no transporte das drogas. Para isso, eram usadas empresas fictícias e terceiros, criando uma espécie de frota aérea “invisível” aos sistemas de fiscalização e controle financeiro.

Por Paraíba Master

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