28 de setembro de 2026
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PF pede ao presidente do STF que avalie suspeição de Toffoli em inquérito sobre Banco Master

 PF pede ao presidente do STF que avalie suspeição de Toffoli em inquérito sobre Banco Master

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que analise a possível suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, instituição que teve liquidação decretada pelo Banco Central.

O pedido foi encaminhado na segunda-feira (9), após a corporação informar a Fachin que identificou uma referência ao nome de Toffoli em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão. O teor da menção está sob sigilo judicial.

Diante da comunicação, Fachin instaurou procedimento interno e determinou que Toffoli seja formalmente notificado para apresentar esclarecimentos. Caberá ao presidente da Corte decidir se o ministro permanecerá à frente do caso.

A atuação de Toffoli na investigação já vinha sendo questionada desde o mês passado, quando reportagens apontaram que a PF teria identificado irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertencia a familiares do ministro.

Defesa

Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que o pedido da Polícia Federal se baseia em “ilações” e contestou a legitimidade da corporação para requerer a suspeição.

Segundo a manifestação, a PF não integra formalmente o processo, o que, com base no artigo 145 do Código de Processo Civil, impediria a apresentação desse tipo de pedido. O gabinete informou ainda que o ministro apresentará resposta diretamente ao presidente do STF.

Operação e investigação

O inquérito está relacionado à Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Federal. A ação teve como alvos Daniel Vorcaro e outros investigados, sob suspeita de envolvimento em um esquema de concessão de créditos fictícios pelo Banco Master.

As apurações também envolvem a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. De acordo com a PF, o montante das irregularidades investigadas pode alcançar R$ 17 bilhões.

Por Paraíba Master

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