27 de setembro de 2026
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Plenário do STF avalia pedido da PGR para anular relatório da PF sobre Alexandre de Moraes

 Plenário do STF avalia pedido da PGR para anular relatório da PF sobre Alexandre de Moraes

Foto: Reprodução

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Em um cenário de elevada tensão institucional, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma sessão extraordinária para debater o relatório da Polícia Federal (PF) que cita o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na abertura dos trabalhos, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, resgatou a atuação do tribunal durante o período da ditadura militar para defender a necessidade de “equilíbrio, serenidade e responsabilidade institucional” entre os magistrados.

Fachin destacou que o tribunal enfrenta um momento delicado de sua trajetória e ressaltou que divergências do campo jurídico não podem descambar para conflitos de ordem pessoal. Em seu pronunciamento, o presidente da Corte enfatizou a importância da preservação da memória institucional como um compromisso com o passado e o futuro do país, afirmando que a atuação do plenário será julgada tanto pelos contemporâneos quanto pelas próximas gerações.

Preliminar da PGR e bastidores acirrados

O julgamento envolve uma pauta complexa antes mesmo da análise sobre a abertura de eventuais investigações. O plenário precisa deliberar primeiro sobre um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicita a anulação do relatório da PF. A PGR sustenta que o ministro André Mendonça determinou a elaboração do documento sem a devida provocação prévia do Ministério Público ou da própria corporação, além de não ter submetido a decisão ao colegiado.

Caso a nulidade seja aceita, há entendimento divergente entre os magistrados:

  • Encerramento sumário: Parte dos ministros defende o arquivamento imediato do caso sem a apreciação do conteúdo.

  • Continuidade do debate: Outra ala avalia que os elementos já apresentados podem embasar a decisão sobre instaurar ou não um novo procedimento apuratório.

O clima nos bastidores do STF que antecedeu o julgamento foi marcado por intensas divergências sobre o acesso ao acervo probatório. A PF confirmou o repasse de cópias das mídias extraídas do celular de Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Paralelamente, Mendonça tornou públicos os autos que detalham a movimentação financeira ligada ao ex-banqueiro e à instituição financeira.

Por Paraíba Master

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