3 de outubro de 2026
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Polícia Civil desmonta fábrica ilegal de linha chilena em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro e apreende material cortante

 Polícia Civil desmonta fábrica ilegal de linha chilena em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro e apreende material cortante

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (7), uma operação que resultou no fechamento de uma fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O imóvel, localizado na região da Colônia, era utilizado exclusivamente para a produção do material, cuja fabricação, comercialização e uso são proibidos no estado.

A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e da Delegacia de Acervo Cartorário (DEAC). No momento da chegada das equipes, as máquinas estavam em funcionamento e os policiais encontraram grande quantidade de carretéis, linhas e insumos usados na preparação do produto.

De acordo com as investigações, o local vinha sendo monitorado há cerca de um mês após denúncias anônimas indicarem intensa movimentação relacionada à fabricação da chamada linha chilena. A polícia aponta que o endereço funcionava como um dos principais centros de produção do material na região de Jacarepaguá.

Durante a operação, os agentes localizaram uma estrutura considerada completa para fabricação da linha cortante. Segundo os investigadores, o processo incluía a aplicação de quartzo para aumentar o poder de corte do produto. Os trabalhadores atuavam sem equipamentos de proteção individual.

A estimativa da polícia é de que o esquema produzia aproximadamente 50 carretéis por dia. Cada unidade era comercializada por cerca de R$ 300, gerando um faturamento diário que poderia chegar a R$ 15 mil.

As pessoas encontradas no imóvel foram levadas para prestar depoimento, e todo o material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia.

Ainda durante a ação, um dos homens abordados no local afirmou aos policiais que “acidente de carro e moto mata mais do que linha chilena”.

O caso ocorre em meio ao aumento das denúncias envolvendo o uso de linha chilena no estado do Rio de Janeiro. Dados do Disque-Denúncia apontam que foram registradas 561 ocorrências em 2024. No ano passado, o número chegou a 1.203 registros. Somente entre janeiro e o dia 5 de maio deste ano, já foram contabilizadas 251 denúncias.

Motociclista morreu após ser atingido por linha chilena

Em abril deste ano, o administrador de empresas Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena enquanto pilotava uma motocicleta em Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima trafegava pela via e caiu da moto após o impacto com a linha. Leandro foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo familiares, ele era viúvo, pai de uma adolescente de 15 anos e estava prestes a concluir o curso de Direito.

Como denunciar

A Polícia Civil reforça que denúncias sobre fabricação, venda ou uso de linha chilena e cerol podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, através do telefone 21 2253-1177, além do site e aplicativo da central de denúncias.

Por Paraíba Master

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