26 de setembro de 2026
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Povos Indígenas pressionam governo Lula por avanço nas demarcações durante Acampamento Terra Livre

 Povos Indígenas pressionam governo Lula por avanço nas demarcações durante Acampamento Terra Livre

Foto: Reprodução

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Com o início da 22ª edição do Acampamento Terra Livre, em Brasília, lideranças indígenas de diversas regiões do país se mobilizam para reforçar a cobrança por avanços na demarcação de terras. A expectativa é reunir mais de seis mil participantes ao longo da semana no Eixo Monumental, área central da capital federal.

Representantes do movimento indígena aguardam a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento. Segundo o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Kleber Karipuna, há tratativas em andamento com o governo para viabilizar a visita. A intenção é dialogar diretamente com o presidente e outras autoridades sobre medidas prioritárias ainda para este ano.

Entre as principais demandas está a aceleração dos processos de regularização fundiária. De acordo com as lideranças, um levantamento técnico apresentado ao governo federal antes da COP30 identificou 107 territórios com condições de avançar nas etapas legais. A proposta inclui o compromisso de garantir cerca de 58 milhões de hectares nos próximos cinco anos, seja por meio da demarcação ou da proteção dessas áreas.

Apesar de reconhecer avanços recentes, como a homologação de 20 terras indígenas nos últimos anos, Karipuna avalia que o ritmo ainda está aquém do necessário diante do histórico de pendências.

Outro ponto de preocupação é o aumento da violência, especialmente contra mulheres indígenas. A coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul, Luana Kayngang, destaca que os ataques externos às aldeias têm ampliado a vulnerabilidade dessas populações.

Durante a programação, estão previstas ao menos duas marchas até a Praça dos Três Poderes. A primeira ocorre nesta terça-feira pela manhã, com previsão de encontros com representantes do governo e parlamentares. Já a segunda mobilização está marcada para quinta-feira à tarde, com foco na defesa da demarcação e proteção dos territórios indígenas.

Segundo a Apib, dezenas de terras já estariam prontas para homologação, dependendo apenas de assinatura presidencial ou de atos administrativos do Ministério da Justiça.

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas destacou que a criação da pasta, em 2023, ampliou a participação de indígenas em cargos de decisão e contribuiu para a retomada de políticas públicas. O governo também ressalta que, nos últimos anos, foram homologados territórios que somam milhões de hectares, como parte do esforço de reconstrução das políticas indigenistas no país.

Por Paraíba Master

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