26 de setembro de 2026
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Professores da UEPB realizam ato público em greve que já dura 38 dias

 Professores da UEPB realizam ato público em greve que já dura 38 dias

Foto: Reprodução

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Os professores e professoras da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em greve há 38 dias, promovem nesta quinta-feira (30) um ato público na Praça João Pessoa, no Centro da capital, a partir das 9h. O objetivo é pressionar o Governo do Estado e a Reitoria da universidade a retomarem negociações que possam encerrar a paralisação.

O protesto contará com apresentações culturais do grupo Farpas e de outros coletivos artísticos. Docentes e estudantes de todos os oito campi da UEPB devem participar, além de representantes de outras categorias em mobilização, como fiscais estaduais e policiais civis, que já confirmaram apoio ao evento.

Negociações estagnadas

Apesar de duas reuniões entre o Comando de Greve da ADUEPB e os secretários Gilmar Martins (Planejamento) e Cláudio Furtado (Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior), o governo estadual não apresentou novas propostas. Na semana passada, o Comando de Greve solicitou encontro com o governador em exercício, Lucas Ribeiro, mas não recebeu resposta.

Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a ADUEPB tenta dar continuidade às discussões iniciadas durante a audiência pública sobre a crise orçamentária da UEPB, realizada em 10 de outubro. A entidade propõe uma audiência conjunta das comissões de Educação e de Orçamento, com a participação da reitora Célia Regina e dos secretários envolvidos, para debater soluções para a universidade.

Principais reivindicações

Entre os pedidos da categoria estão:

  • Pagamento do retroativo das progressões de carreira;

  • Reajuste do orçamento da universidade, em cumprimento à Lei de Autonomia (Lei nº 7.643/2004);

  • Realização de concursos para contratação de professores efetivos, considerando que 393 docentes temporários ainda atuam na instituição;

  • Convocação dos aprovados em cadastro de reserva;

  • Criação de mesa de negociação para tratar das perdas salariais acumuladas de 22,9% nos últimos quatro anos.

A greve dos docentes segue sem prazo para terminar, enquanto a categoria mantém a mobilização por avanços nas negociações com o governo estadual.

Por Paraíba Master

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