28 de setembro de 2026
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Toffoli deixa relatoria de investigação sobre Banco Master no STF após menções em celular de banqueiro

 Toffoli deixa relatoria de investigação sobre Banco Master no STF após menções em celular de banqueiro

Foto: Reprodução

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O ministro Dias Toffoli não seguirá na condução da investigação relacionada à crise do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada após reunião de cerca de três horas entre os integrantes da Corte, realizada nesta quarta-feira (12).

A mudança ocorre depois que uma perícia da Polícia Federal identificou referências ao nome de Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O laudo foi encaminhado no início da semana ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, que ficará responsável por determinar a redistribuição do caso. Um novo relator deve ser definido ainda nesta quinta-feira.

Apesar do afastamento, os ministros divulgaram nota conjunta afirmando que não há fundamentos jurídicos para declarar a suspeição de Toffoli. No documento, assinado por dez integrantes da Corte, o colegiado ressalta que os atos praticados pelo ministro na condução da Reclamação nº 88.121 e dos processos vinculados permanecem válidos.

O texto também registra apoio institucional e pessoal a Toffoli, destacando que ele atendeu a todas as solicitações formuladas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo a nota, o próprio ministro solicitou o envio dos processos à Presidência do STF para redistribuição, com base nas prerrogativas previstas no Regimento Interno da Corte. A Presidência deverá adotar as medidas necessárias para extinguir a Arguição de Suspeição (AS 244) e encaminhar os autos ao novo relator.

Com a solução adotada, o Supremo busca preservar a unidade interna e reduzir a pressão política em torno do caso, inclusive com o enfraquecimento de iniciativas no Congresso que defendiam a abertura de processo de impeachment contra o magistrado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também deve arquivar novos pedidos de suspeição relacionados ao episódio.

A nota foi subscrita pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, pelo vice-presidente Alexandre de Moraes, e pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Por Paraíba Master

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