Trump e Maduro trocam farpas enquanto tensão entre EUA e Venezuela se intensifica
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Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Venezuela, Nicolás Maduro, protagonizaram novas declarações de confronto nesta segunda-feira (22), aumentando a tensão diplomática entre os dois países.
Trump, durante a cerimônia de lançamento de uma nova classe de navios de guerra batizada em sua homenagem na Casa Branca, sugeriu que a melhor decisão para Maduro seria renunciar. “Seria inteligente da parte dele fazer isso. Se quiser bancar o durão, será a última vez”, afirmou o presidente americano.
Em resposta, Maduro criticou Trump durante um evento com produtores venezuelanos, afirmando que o líder norte-americano deveria se preocupar mais com os problemas internos de seu país. “O presidente Trump estaria melhor se focasse nos problemas dos Estados Unidos. É impossível que 70% de seus discursos sejam sobre a Venezuela”, declarou.
As declarações ocorrem após a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmar em entrevista à Fox News que Maduro precisa deixar o poder. Ela também comentou sobre a interceptação de petroleiros venezuelanos: “Não estamos apenas interceptando navios, mas enviando uma mensagem de que a atividade ilegal da qual Maduro participa não pode ser tolerada”.
Apesar das ações militares e do bloqueio a navios venezuelanos anunciados desde agosto, o governo Trump mantém que o objetivo é combater o narcotráfico, embora aliados, como Susie Wiles, chefe de Gabinete da Casa Branca, indiquem que a intenção real seria promover uma mudança de regime.
As operações americanas foram criticadas por Rússia e China. Pequim classificou a apreensão de embarcações como uma violação do direito internacional, enquanto Moscou reiterou seu “total apoio” à Venezuela.
Nicolás Maduro é acusado pelos EUA de liderar o Cartel de los Soles, grupo ligado ao tráfico de drogas, e possui uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura. Desde agosto, as forças americanas já destruíram cerca de 30 embarcações supostamente envolvidas no tráfico e 104 pessoas teriam morrido nos ataques no Mar do Caribe e no Pacífico oriental.
Por Paraíba Master