Trump suspende ataques ao Irã após “desenvolvimentos positivos”, mas tensão na região persiste
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (19) o cancelamento de ataques militares planejados contra o Irã, citando o que chamou de “desenvolvimentos positivos” nas negociações em curso. Apesar do anúncio, fontes citadas pelo Wall Street Journal, incluindo mediadores regionais e autoridades americanas, afirmam que a postura iraniana não apresentou mudanças significativas, deixando dúvidas sobre o avanço de um acordo de paz.
A Guarda Revolucionária do Irã reagiu nesta quarta-feira (20), ameaçando expandir o conflito caso os Estados Unidos, em conjunto com Israel, retomem ações militares contra o país. “Ainda não mobilizamos todas as capacidades da Revolução Islâmica. Se a agressão se repetir, a guerra regional se estenderá para além da região, e nossos golpes esmagadores atingirão lugares inesperados”, afirmou a força militar em comunicado.
Trump estabeleceu um prazo “limitado” de alguns dias para que o Irã retorne à mesa de negociações, mencionando que o país teria até o início da próxima semana para chegar a um acordo. Durante coletiva na Casa Branca, o presidente reiterou que o Irã não pode ter armas nucleares e indicou que, se necessário, os Estados Unidos poderão adotar medidas mais duras.
Questionado sobre a proximidade de um ataque, Trump afirmou: “Eu estava a uma hora de distância, teria acontecido agora mesmo”. O presidente também atribuiu parte das dificuldades nas negociações aos democratas, acusando-os de atrapalhar o processo.
Durante as declarações à imprensa, Trump destacou ainda que os Estados Unidos mantêm diálogo com os países do Golfo para conduzir as negociações com Teerã.
Por Paraíba Master