28 de setembro de 2026
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Trump volta a acusar China de interferência eleitoral nos EUA durante período de trégua comercial

 Trump volta a acusar China de interferência eleitoral nos EUA durante período de trégua comercial

Foto: Reprodução

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retomou nesta quinta-feira (16) as acusações de que a China teria interferido no processo eleitoral norte-americano. As declarações ocorreram em um cenário de tensão diplomática entre Washington e Pequim, apesar da tentativa de preservar uma frágil trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Em discurso transmitido em horário nobre, Trump direcionou críticas aos sistemas de votação e à condução das eleições americanas. Segundo o presidente, o governo chinês teria obtido de forma irregular informações pessoais de milhões de eleitores dos Estados Unidos. Ele classificou o suposto vazamento de dados como uma ameaça grave à segurança eleitoral do país.

As acusações foram rejeitadas pelo governo chinês. O Ministério das Relações Exteriores de Pequim afirmou que as declarações de Trump são “pura invenção” e parte de uma “campanha difamatória maliciosa”. O porta-voz da pasta, Lin Jian, declarou que a China não tem interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos e afirmou que o país “nunca o fez”. Ele também pediu que Washington avalie suas próprias questões internas.

O porta-voz da embaixada chinesa em Washington, Liu Chang, reforçou a posição do governo chinês e afirmou que Pequim “nunca interferiu e nunca interferirá” nas eleições presidenciais americanas.

As novas declarações de Trump acontecem enquanto os dois países buscam manter um acordo temporário após a disputa comercial que marcou o ano anterior. Analistas avaliam que o tom adotado pelo presidente americano pode dificultar a estabilidade das relações bilaterais. A Casa Branca, procurada para comentar o possível impacto das falas nas negociações com Pequim, não apresentou resposta.

Trump também afirmou que a China teria desejado sua derrota nas eleições anteriores e atribuiu essa suposta preferência ao fato de Pequim conhecer sua postura em relação ao país asiático. O discurso representou uma mudança em comparação com declarações recentes do republicano, que havia adotado uma abordagem mais moderada ao tratar das relações entre os dois governos.

As acusações retomam um tema recorrente durante a trajetória política de Trump. Em seu primeiro mandato, integrantes do governo americano já haviam afirmado que grupos ligados à China tentavam atingir estruturas relacionadas ao sistema eleitoral dos Estados Unidos antes da votação de 2020.

Entretanto, uma avaliação divulgada pela comunidade de inteligência dos EUA em 2021 não encontrou evidências de que a China ou outro governo estrangeiro tenha conseguido alterar qualquer resultado técnico da eleição presidencial daquele ano.

 

Por Paraíba Master

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