Paraíba registra queda no analfabetismo, mas mantém uma das maiores taxas do país, aponta IBGE
- 22 de junho de 2026
Foto: Reptodução
A Paraíba registrou aproximadamente 375 mil pessoas com 15 anos ou mais em situação de analfabetismo em 2025, o que corresponde a uma taxa de 11,6%, segundo dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda contínua ao longo da série histórica iniciada em 2016, quando o índice era de 15,3%, o estado segue com um dos piores resultados do país.
Mesmo em trajetória de redução, a Paraíba aparece com o terceiro maior índice nacional em 2025, ficando acima das médias do Brasil (4,9%) e do Nordeste (10,6%). O estado só fica atrás de Piauí e Alagoas, ambos com taxa de 13,1%. O desempenho ainda está distante da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a erradicação do analfabetismo até 2024.
O levantamento mostra forte relação entre analfabetismo e idade. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa chega a 31,5%, o equivalente a cerca de 192 mil indivíduos. Apesar do patamar elevado, houve melhora em relação a 2016, quando o índice era de 42,1%.
A diferença entre homens e mulheres também permanece significativa. Em 2025, a taxa de analfabetismo entre os homens foi de 13,9%, enquanto entre as mulheres ficou em 9,5%. Já a desigualdade racial persiste: entre pessoas pretas ou pardas, o índice é de 12,6%, acima dos 9,2% registrados entre pessoas brancas.
No campo educacional, a Paraíba apresenta a menor proporção do país de adultos com 25 anos ou mais que concluíram ao menos o ensino médio, indicador que ficou em 43,9% em 2025. Ainda assim, houve avanço em relação a 2016, quando o percentual era de 35,3%. O resultado segue abaixo das médias nacional (57,4%) e regional (47,7%).
O número médio de anos de estudo também cresceu, passando de 8,1 anos em 2016 para 9 anos em 2025, embora ainda inferior às médias do Brasil (10,4 anos) e do Nordeste (9,3 anos).
Na educação básica, a taxa de frequência escolar líquida de crianças de 6 a 14 anos atingiu 96,8% em 2025, acima das médias nacional e regional. Já entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa de frequência no ensino médio chegou a 74,7%, crescimento expressivo desde 2016, mas ainda abaixo da meta do PNE e das médias do país e do Nordeste.
No ensino superior, a participação de jovens de 18 a 24 anos caiu para 22,8% em 2025, após atingir o maior nível da série histórica no ano anterior.
Entre os jovens de 15 a 29 anos, a proporção dos que não estudam nem trabalham, conhecidos como “nem-nem”, recuou para 23,5% em 2025, o equivalente a cerca de 228 mil pessoas, mantendo tendência de queda nos últimos anos. Já os que apenas trabalham representam 36,9%, enquanto os que apenas estudam somam 29,1%.
Por Paraíba Master