Indústria brasileira demonstra preocupação com nova tarifa dos EUA e alerta para impactos nas exportações
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida aumenta a pressão sobre as exportações nacionais e amplia a instabilidade para empresas que mantêm relações comerciais entre os dois países.
De acordo com a CNI, o setor industrial brasileiro já vinha enfrentando dificuldades diante das barreiras comerciais impostas pelo mercado norte-americano. Os reflexos desse cenário já são observados nos dados de comércio exterior: 20 dos 27 estados brasileiros registraram redução nas vendas para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período anterior.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a nova sobretaxa tende a comprometer ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Em nota, ele defendeu esforços para reverter o cenário e preservar a relação comercial construída entre Brasil e Estados Unidos ao longo dos anos.
“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, declarou Alban.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também avaliou que a decisão americana pode gerar desvantagens para fornecedores brasileiros diante da concorrência internacional. A entidade destacou que o impacto da medida dependerá dos produtos incluídos na tarifa, das classificações tributárias aplicadas e das condições oferecidas a outros países exportadores.
Segundo a federação, entre os possíveis efeitos estão a troca de fornecedores por parte de compradores americanos, a redução de preços e margens de lucro das empresas brasileiras, além de renegociações de contratos, prazos e condições comerciais.
Para Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, será necessário esclarecer quais produtos serão afetados, quando a medida entrará em vigor e como serão tratados os contratos já firmados.
“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirmou.
As entidades industriais avaliam que a nova política tarifária dos Estados Unidos poderá elevar os desafios enfrentados pelas empresas brasileiras no comércio internacional e defendem negociações para reduzir os impactos sobre a indústria nacional.
Por Paraíba Master