29 de setembro de 2026
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Ao atender Fachin, Mendonça torna públicas parte das investigações sobre o Banco Master no STF

 Ao atender Fachin, Mendonça torna públicas parte das investigações sobre o Banco Master no STF

Foto: Reprodução

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo de parte dos procedimentos que apuram possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A medida ocorreu após solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e tornou públicos documentos relacionados ao chamado caso Master.

Entre os materiais que passaram a ser acessíveis estão investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No entanto, Mendonça manteve sob sigilo alguns procedimentos que também estão relacionados ao caso.

Entre eles estão as apurações sobre o filme “Dark Horse”, produção que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, e as investigações sobre a relação entre o senador Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Filme “Dark Horse” permanece sob sigilo

O projeto cinematográfico ganhou repercussão após o site Intercept Brasil divulgar conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nas mensagens, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL teria solicitado apoio financeiro para viabilizar a produção do filme.

As negociações teriam envolvido contatos diretos entre Flávio e Vorcaro. De acordo com as informações divulgadas, o banqueiro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto por meio de um fundo nos Estados Unidos.

Ainda segundo o Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria negociado inicialmente um repasse de US$ 24 milhões, valor que, na cotação da época, equivaleria a aproximadamente R$ 134 milhões. O montante teria sido discutido antes da prisão de Vorcaro.

A produtora responsável pela obra afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 75,1 milhões para a realização do filme.

A investigação também alcança outros fatos que passaram a ser relacionados ao caso. Entre eles está um contrato de R$ 108 milhões firmado entre uma organização não governamental ligada a Karina da Gama e a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi na cidade. O negócio é alvo de apurações do Ministério Público e da Polícia Civil.

Investigações citam Jaques Wagner

Outro procedimento que continua sob sigilo envolve o senador Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Segundo informações da investigação, os investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre Wagner e Lima.

 

Por Paraíba Master

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