26 de setembro de 2026
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Avanço da IA amplia desinformação global e acende alerta para educação midiática

 Avanço da IA amplia desinformação global e acende alerta para educação midiática

Foto: Reprodução

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O crescimento acelerado das ferramentas de inteligência artificial tem transformado o cenário da desinformação no mundo, exigindo um nível maior de atenção por parte do público. Especialistas em verificação de fatos alertam que conteúdos manipulados — muitas vezes com aparência e som realistas — estão se tornando cada vez mais comuns e difíceis de identificar.

Um levantamento recente da Agência Lupa, baseado em 1.294 checagens realizadas em diferentes idiomas, revela que 81,2% dos casos de desinformação envolvendo IA foram registrados apenas entre janeiro de 2024 e março de 2026. Temas como eleições, conflitos e golpes financeiros lideram a lista dos conteúdos mais recorrentes.

De acordo com a gerente de inovação da agência, Cristina Tardáguila, a tecnologia vem mudando de forma significativa o ambiente informacional. Segundo ela, a maioria dos conteúdos analisados por checadores é classificada como falsa ou enganosa, indicando que o uso da IA tem sido mais frequente na criação de desinformação do que na divulgação de conteúdos verídicos.

Outro ponto de preocupação é a diversidade de formatos utilizados. Além de vídeos manipulados, há crescimento na circulação de áudios, imagens e textos gerados artificialmente, o que amplia o alcance e o impacto das mensagens enganosas. Em períodos eleitorais, esse fenômeno tende a se intensificar, podendo afetar diretamente o processo democrático em diversos países.

Os dados mostram ainda um aumento expressivo no volume de verificações relacionadas à IA: foram 160 casos em 2023, número que saltou para 578 em 2025. Somente nos primeiros meses de 2026, já foram contabilizadas mais de 200 checagens.

O estudo também destaca a distribuição linguística da desinformação. O inglês lidera com 427 registros, seguido pelo espanhol (198) e pelo português (111), evidenciando a dimensão global do problema.

Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento da educação midiática como estratégia central de enfrentamento. A proposta é capacitar a população para identificar conteúdos duvidosos e compreender melhor o funcionamento das tecnologias digitais. Essa formação, segundo pesquisadores, deve ser incorporada às políticas públicas e ao ambiente escolar com urgência.

Além disso, veículos de comunicação e plataformas digitais são apontados como atores importantes nesse processo, devendo atuar com transparência e rigor na checagem de informações.

A recomendação dos especialistas é clara: diante de qualquer conteúdo suspeito, o cidadão deve adotar uma postura crítica e buscar verificar a veracidade antes de compartilhar. A expectativa é que o uso da inteligência artificial continue crescendo nos próximos anos, tornando a preparação da sociedade um fator essencial no combate à desinformação.

Por Paraíba Master

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