26 de setembro de 2026
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Brasil bate recorde de transplantes em 2025 com 31 mil procedimentos realizados pelo SUS

 Brasil bate recorde de transplantes em 2025 com 31 mil procedimentos realizados pelo SUS

Foto: Reprodução

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O Brasil alcançou em 2025 o maior número de transplantes da história do país. Ao todo, foram realizados 31 mil procedimentos, resultado 21% superior ao registrado em 2022, quando ocorreram 25,6 mil transplantes. O avanço é atribuído à melhoria da logística nacional, à ampliação da rede de atendimento e ao fortalecimento da articulação entre estados e instituições de saúde.

A atuação da Central Nacional de Transplantes foi um dos principais fatores para o crescimento. Somente neste ano, a distribuição interestadual de órgãos permitiu a realização de 867 transplantes de rim, 375 de fígado, 100 de coração, 25 de pulmão e quatro de pâncreas. A estratégia ajuda a reduzir perdas causadas pelo tempo limitado de preservação dos órgãos e amplia as chances de atendimento de pacientes em estado prioritário.

O transporte aéreo também teve papel fundamental nos resultados. Em parceria com companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB), o Ministério da Saúde realizou 4.808 voos em 2025 para deslocamento de órgãos, equipes médicas e receptores — aumento de 22% em comparação com 2022. A medida tem contribuído para acelerar os transplantes em diferentes regiões do país.

Outro fator apontado pelo governo foi a expansão das equipes de captação de órgãos. O número de profissionais envolvidos nesse processo passou de 1.537 em 2022 para 1.600 em 2026, fortalecendo a identificação de potenciais doadores e a organização das etapas de transplante.

Apesar do crescimento, a recusa familiar ainda representa um dos principais obstáculos para ampliar os procedimentos. Atualmente, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação de órgãos após a morte de um parente. Especialistas destacam que conversar previamente sobre o desejo de ser doador pode facilitar a decisão em momentos de luto e contribuir para salvar vidas.

Capacitação de profissionais

O Ministério da Saúde também ampliou os investimentos na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as ações está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), voltado à capacitação de profissionais para identificação de doadores e acolhimento às famílias.

Mais de mil profissionais já concluíram a formação em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Amazonas, Pará, Goiás e Distrito Federal.

Córnea lidera número de transplantes

O transplante de córnea foi o procedimento mais realizado no país em 2025, com 17.790 cirurgias. Na sequência aparecem os transplantes de rim, com 6.697; medula óssea, com 3.993; fígado, com 2.573; e coração, com 427 procedimentos.

Todos os atendimentos são ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo exames, cirurgias, acompanhamento médico e medicamentos pós-operatórios. Atualmente, o SUS é responsável por financiar cerca de 86% dos transplantes realizados no Brasil.

Os investimentos federais no setor também cresceram. Em 2025, os recursos destinados ao Sistema Nacional de Transplantes chegaram a R$ 1,5 bilhão, aumento de 37% em relação aos R$ 1,1 bilhão aplicados em 2022.

Como funciona a fila de transplantes

Para entrar na lista de espera por um transplante, o paciente precisa ser encaminhado a uma unidade de saúde habilitada. Após avaliação médica e realização de exames, a equipe especializada registra o paciente no Sistema Nacional de Transplantes, considerando critérios clínicos e compatibilidade com possíveis doadores.

A fila é dinâmica e depende tanto da gravidade dos pacientes quanto da disponibilidade de órgãos compatíveis. Nos últimos anos, o sistema passou por modernizações tecnológicas para agilizar os procedimentos. Entre elas está a implantação da Prova Cruzada Virtual, tecnologia que permite verificar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo riscos de rejeição e acelerando o processo de transplante.

Por Paraíba Master

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