4 de outubro de 2026
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Conselho de Segurança da ONU convoca reunião urgente nesta segunda-feira (05) após ação militar dos EUA na Venezuela

 Conselho de Segurança da ONU convoca reunião urgente nesta segunda-feira (05) após ação militar dos EUA na Venezuela

Foto: Reprodução

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai se reunir em caráter extraordinário nesta segunda-feira (05) para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A informação foi confirmada neste sábado (03) pela presidência do colegiado, atualmente exercida pela Somália. O encontro está marcado para as 12h, no horário de Brasília.

A convocação ocorre após o governo norte-americano anunciar uma ofensiva militar no território venezuelano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro em Caracas. A ação foi desencadeada após meses de pressões e ameaças por parte de Washington contra o governo venezuelano.

Em reação aos acontecimentos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou uma nota por meio de seu porta-voz manifestando forte preocupação com a escalada do conflito. Ele alertou que a situação representa um risco para a estabilidade internacional e destacou a necessidade de respeito às normas do direito internacional, incluindo os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

Guterres também fez um apelo para que as partes envolvidas busquem uma solução por meio do diálogo, com garantias aos direitos humanos e à preservação do Estado de Direito na Venezuela.

Ainda no sábado, a Missão Permanente da Venezuela na ONU enviou uma carta ao presidente do Conselho de Segurança condenando a ofensiva dos Estados Unidos, classificada como uma agressão injustificada. No documento, o governo venezuelano pede a realização imediata da reunião, a condenação formal dos ataques, a interrupção das ações militares e a responsabilização de Washington no âmbito internacional.

Segundo a representação venezuelana, alvos civis e militares teriam sido atingidos em Caracas e em cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com o uso de aeronaves e helicópteros. O texto também acusa os Estados Unidos de violarem a Carta da ONU e de tentar interferir na soberania do país.

A iniciativa para convocar a reunião de emergência conta com o apoio da Colômbia, que integra o Conselho como membro não permanente, e da Rússia, que possui assento permanente no órgão.

Por Paraíba Master

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