29 de setembro de 2026
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Crise no Oriente Médio pressiona mercado energético na Ásia e leva governos a adotar medidas de contenção

 Crise no Oriente Médio pressiona mercado energético na Ásia e leva governos a adotar medidas de contenção

Foto: Divulgação

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A instabilidade no Oriente Médio já começa a afetar o mercado energético em diversos países asiáticos. Nações como Índia, Paquistão, Indonésia, Bangladesh e Filipinas passaram a discutir ou implementar ações para reduzir o consumo de petróleo, diante da forte dependência de rotas que passam pelo Estreito de Ormuz.

Nas Filipinas, onde a maior parte do petróleo consumido é importada, o governo tem incentivado a população a economizar energia. Entre as recomendações estão diminuir o uso de ar-condicionado e evitar deslocamentos considerados não essenciais. Autoridades também avaliam a adoção de uma semana de trabalho de quatro dias como forma de reduzir o consumo de combustível.

Na Índia, o governo estuda ampliar a compra de petróleo russo como alternativa para manter o abastecimento. A estratégia surge em meio à pressão sobre o mercado global de energia e à necessidade de garantir estabilidade no fornecimento interno.

Já o Japão concentra esforços em proteger consumidores do impacto do aumento dos preços, enquanto a Tailândia procura diversificar fornecedores de petróleo e gás natural para diminuir os riscos de interrupção no suprimento.

Decisão dos EUA sobre petróleo russo

Diante das tensões no setor energético, os Estados Unidos autorizaram temporariamente a liberação de petróleo russo sob sanções para abastecer a Índia. A permissão, anunciada nesta quinta-feira, tem validade de um mês, até 3 de abril de 2026, e busca evitar pressões adicionais sobre o mercado global.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, a exceção se limita à comercialização de cargas que já estavam retidas no mar e não gera ganhos financeiros para o governo da Rússia. O aval também não se estende ao petróleo iraniano.

Desde 2022, Estados Unidos, União Europeia e países do G7 mantêm sanções contra o setor petrolífero russo como parte das medidas adotadas após o início da guerra na Ucrânia. Mesmo com as restrições, a Índia continua entre os principais compradores do petróleo russo.

A flexibilização temporária faz parte de um esforço internacional para reduzir os impactos da atual escalada geopolítica sobre o abastecimento e os preços da energia.

Por Paraíba Master

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