2 de outubro de 2026
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Governo Federal cria sala de monitoramento para acompanhar mercado de combustíveis após tensão no Oriente Médio

 Governo Federal cria sala de monitoramento para acompanhar mercado de combustíveis após tensão no Oriente Médio

Foto: Divulgação

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O Ministério de Minas e Energia (MME) instituiu uma Sala de Monitoramento do Abastecimento com o objetivo de acompanhar diariamente a situação do mercado de combustíveis no Brasil e no exterior. A medida foi adotada diante do cenário de instabilidade provocado pelo conflito no Oriente Médio, região responsável por cerca de 60% das reservas globais de petróleo.

De acordo com o ministério, o grupo atuará em articulação com órgãos reguladores e com empresas que participam das etapas de produção, importação e distribuição de combustíveis. A iniciativa busca ampliar a vigilância sobre a cadeia internacional de derivados de petróleo, a logística de abastecimento no país e a evolução dos preços no mercado.

Em nota, o MME informou que também intensificou o diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com agentes do setor que atuam na formação de preços e no fornecimento de combustíveis. A intenção é detectar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar ações para garantir a segurança energética e a regularidade do fornecimento no país.

Apesar das tensões no cenário internacional, o governo avalia que o impacto direto para o Brasil tende a ser limitado. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados utilizados internamente, principalmente diesel. No entanto, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores desses produtos para o mercado brasileiro é considerada relativamente pequena.

Alta de preços em distribuidoras

Paralelamente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que avalie aumentos recentes nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi feito após representantes de sindicatos de postos de combustíveis afirmarem publicamente que distribuidoras elevaram os valores de venda para os postos, alegando impacto da alta internacional do petróleo associada ao conflito no Oriente Médio.

Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços praticados em suas refinarias.

Segundo o MME, a solicitação da Senacon busca verificar se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no setor, como eventual tentativa de padronização ou combinação de condutas comerciais entre empresas concorrentes.

Por Paraíba Master

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