1 de outubro de 2026
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Idosos sem nova identidade não podem ser impedidos de acessar medicamentos do Farmácia Popular na Paraíba

 Idosos sem nova identidade não podem ser impedidos de acessar medicamentos do Farmácia Popular na Paraíba

Foto: Reprodução

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Idosos que ainda não emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) não podem ter o atendimento negado nas farmácias credenciadas ao programa Farmácia Popular na Paraíba. A orientação foi reforçada na última sexta-feira (23), durante reunião promovida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), do Ministério Público Federal (MPF).

O encontro contou com a participação do Ministério Público da Paraíba, órgãos de defesa do consumidor, autoridades sanitárias e representantes de redes farmacêuticas. O objetivo foi esclarecer informações equivocadas que vinham resultando na recusa indevida de atendimento a idosos, com a exigência da nova identidade.

Segundo o MPF, a troca do antigo Registro Geral (RG) pela nova CIN não é obrigatória para ter acesso aos medicamentos gratuitos. Os documentos antigos continuam válidos em todo o país até 2032. Além disso, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mesmo vencida, também pode ser utilizada como documento de identificação civil, desde que esteja legível e com assinatura compatível com a registrada no cupom fiscal.

Participaram da reunião representantes do Conselho Regional de Farmácia da Paraíba (CRF-PB), da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa-PB), do Procon-PB, da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sindifarma), além de advogados e farmacêuticos de redes privadas.

A desinformação vinha causando prejuízos à população. Denúncias recebidas pelo MPF e pelo Procon-PB apontam que idosos chegaram a cogitar pagar cerca de R$ 40 para emitir uma nova identidade, por medo de perder o acesso a remédios que podem custar até R$ 200.

Além do impacto financeiro, houve relatos de constrangimento e atendimento inadequado a um público considerado vulnerável. A procura desnecessária por novos RGs também provocou sobrecarga nos serviços públicos.

Para evitar novas irregularidades, os órgãos definiram medidas conjuntas. A PRDC solicitou fiscalizações por amostragem em farmácias de João Pessoa, Campina Grande e Sousa. O Procon-PB vai apurar denúncias de cobranças indevidas por medicamentos que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

Nos próximos meses, MPF, Procon e Agevisa realizarão visitas técnicas para verificar o cumprimento das orientações. As redes farmacêuticas presentes se comprometeram a reforçar treinamentos específicos para suas equipes na Paraíba, com início previsto para a próxima semana.

Também foi recomendado que as farmácias afixem avisos visíveis ao público informando que a nova Carteira de Identidade Nacional não é exigida para o acesso ao Farmácia Popular. A informação poderá ser divulgada ainda por meio de redes sociais e mensagens direcionadas aos clientes.

Em caso de irregularidades, o cidadão pode registrar denúncia junto ao Procon-PB pelo telefone 151, pelo e-mail procon@procon.pb.gov.br ou presencialmente na sede do órgão, na Avenida Almirante Barroso, nº 693, no Centro de João Pessoa. O MPF também recebe denúncias relacionadas ao programa por meio do portal MPF Serviços.

Por Paraíba Master

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