27 de setembro de 2026
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Macron questiona Trump sobre Groenlândia e sugere reunião do G7 com presença da Rússia

 Macron questiona Trump sobre Groenlândia e sugere reunião do G7 com presença da Rússia

Foto: Reprodução

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O Presidente francês teria enviado mensagens privadas ao líder americano oferecendo Paris como sede de encontro ampliado; publicação de Trump acirra tensão com a União Europeia.

O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou surpresa com a atuação de Donald Trump em relação à Groenlândia e sugeriu sediar uma reunião do G7 com a participação de outros países, incluindo a Rússia, de acordo com mensagens privadas divulgadas pelo próprio presidente dos Estados Unidos.

As conversas, publicadas por Trump em sua conta na rede Truth Social na manhã desta terça-feira (20), mostram Macron dirigindo-se ao americano como “meu amigo” e propondo um encontro em Paris. O francês também teria sugerido convidar representantes da Ucrânia, Dinamarca, Síria e Rússia para reuniões paralelas à cúpula do G7, marcada para quinta-feira (22).

Segundo uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu, as mensagens compartilhadas são autênticas. As respostas de Trump, se existiram, não aparecem na imagem divulgada. Procurados, a Casa Branca e o gabinete de Macron não comentaram o conteúdo.

Nas mensagens, Macron afirmou estar “totalmente alinhado” com Trump em relação à Síria e avaliou que ambos poderiam avançar em entendimentos sobre o Irã. Ele também convidou o presidente americano para um jantar em Paris.

Tensão em torno da Groenlândia e tarifas

A divulgação ocorre em meio ao agravamento das relações entre Washington e a União Europeia. No fim de semana, líderes europeus decidiram convocar uma cúpula de emergência em Bruxelas, diante das ameaças de Trump de impor novas tarifas a produtos do bloco e de sua exigência de anexação da Groenlândia.

Macron classificou como inaceitável a possibilidade de sanções comerciais relacionadas ao território dinamarquês. Poucas horas antes de divulgar as mensagens, Trump anunciou a intenção de aplicar uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses. Segundo ele, a medida serviria para pressionar Paris a aderir à iniciativa batizada de “Conselho da Paz”, proposta pelo próprio presidente americano para mediar conflitos internacionais.

Não há confirmação sobre a data em que as mensagens de Macron foram enviadas. O presidente francês tinha chegada prevista para a abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta terça-feira (20), com retorno programado para Paris ainda na mesma noite. Assessores informaram que não estava prevista permanência até quarta-feira, dia em que Trump desembarca na cidade suíça.

Ucrânia, Rússia e papel europeu

O episódio também ocorre em um contexto de reavaliação da política europeia em relação à guerra na Ucrânia. Em dezembro, Macron declarou que a Europa poderia retomar contatos diretos com o presidente russo, Vladimir Putin, caso fracassem as tentativas lideradas pelos Estados Unidos para alcançar um acordo de paz.

Na semana passada, o chefe do Executivo francês afirmou que a França passou a fornecer cerca de dois terços das informações de inteligência utilizadas pela Ucrânia, ocupando em parte o espaço anteriormente exercido pelos norte-americanos.

A publicação de Trump, ao expor comunicações diplomáticas reservadas, acrescenta um novo elemento de tensão às negociações em curso e amplia a incerteza sobre os próximos passos das relações entre Estados Unidos, Europa e Rússia.

 

Por Paraíba Master

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