3 de outubro de 2026
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Paraíba registra queda no analfabetismo, mas mantém uma das maiores taxas do país, aponta IBGE

 Paraíba registra queda no analfabetismo, mas mantém uma das maiores taxas do país, aponta IBGE

Foto: Reptodução

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A Paraíba registrou aproximadamente 375 mil pessoas com 15 anos ou mais em situação de analfabetismo em 2025, o que corresponde a uma taxa de 11,6%, segundo dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda contínua ao longo da série histórica iniciada em 2016, quando o índice era de 15,3%, o estado segue com um dos piores resultados do país.

Mesmo em trajetória de redução, a Paraíba aparece com o terceiro maior índice nacional em 2025, ficando acima das médias do Brasil (4,9%) e do Nordeste (10,6%). O estado só fica atrás de Piauí e Alagoas, ambos com taxa de 13,1%. O desempenho ainda está distante da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a erradicação do analfabetismo até 2024.

O levantamento mostra forte relação entre analfabetismo e idade. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa chega a 31,5%, o equivalente a cerca de 192 mil indivíduos. Apesar do patamar elevado, houve melhora em relação a 2016, quando o índice era de 42,1%.

A diferença entre homens e mulheres também permanece significativa. Em 2025, a taxa de analfabetismo entre os homens foi de 13,9%, enquanto entre as mulheres ficou em 9,5%. Já a desigualdade racial persiste: entre pessoas pretas ou pardas, o índice é de 12,6%, acima dos 9,2% registrados entre pessoas brancas.

No campo educacional, a Paraíba apresenta a menor proporção do país de adultos com 25 anos ou mais que concluíram ao menos o ensino médio, indicador que ficou em 43,9% em 2025. Ainda assim, houve avanço em relação a 2016, quando o percentual era de 35,3%. O resultado segue abaixo das médias nacional (57,4%) e regional (47,7%).

O número médio de anos de estudo também cresceu, passando de 8,1 anos em 2016 para 9 anos em 2025, embora ainda inferior às médias do Brasil (10,4 anos) e do Nordeste (9,3 anos).

Na educação básica, a taxa de frequência escolar líquida de crianças de 6 a 14 anos atingiu 96,8% em 2025, acima das médias nacional e regional. Já entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa de frequência no ensino médio chegou a 74,7%, crescimento expressivo desde 2016, mas ainda abaixo da meta do PNE e das médias do país e do Nordeste.

No ensino superior, a participação de jovens de 18 a 24 anos caiu para 22,8% em 2025, após atingir o maior nível da série histórica no ano anterior.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, a proporção dos que não estudam nem trabalham, conhecidos como “nem-nem”, recuou para 23,5% em 2025, o equivalente a cerca de 228 mil pessoas, mantendo tendência de queda nos últimos anos. Já os que apenas trabalham representam 36,9%, enquanto os que apenas estudam somam 29,1%.

Por Paraíba Master

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